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	<title>Comportamento.Net</title>
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	<description>Comportamento.Net - mudança de comportamento e crescimento pessoal</description>
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		<title>Hipnose mostra reduzir sintomas de demência</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 04:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

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		<description><![CDATA[Um cientista da Universidade de Liverpool descobriu que a hipnose pode retardar os efeitos da demência e melhorar a qualidade de vida para aqueles que vivem com a doença. O psicólogo forense, Dr. Simon Duff, investigou os efeitos da hipnose sobre as pessoas que vivem com demência e comparou o tratamento com os métodos comuns de tratamento da saúde. Ele...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1886" href="http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-demencia/attachment/dementia/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1886" title="dementia" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/dementia-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a></p>
<p><strong>Um cientista da Universidade de Liverpool descobriu que a hipnose pode retardar os efeitos da demência e melhorar a qualidade de vida para aqueles que vivem com a doença.</strong></p>
<p>O psicólogo forense, Dr. Simon Duff, investigou os efeitos da hipnose sobre as pessoas que vivem com demência e comparou o tratamento com os métodos comuns de tratamento da saúde. Ele também analisou a hipnose em relação a um tipo específico de terapia de grupo, na qual os participantes foram incentivados a discutir notícias e assuntos atuais.</p>
<p>Os resultados mostraram que pessoas que vivem com demência que receberam a terapia com hipnose tiveram uma melhora na memória, na concentração e na socialização em relação aos outros dois grupos de tratamento. Aspectos da motivação, o relaxamento e outros aspectos das atividades da vida diária também melhoraram com o uso da hipnose.</p>
<p>Dr. Duff afirmou que: &#8220;Durante um período de nove meses de sessões semanais, ficou claro que os participantes do grupo de discussão permaneceram os mesmos por todo o período. O grupo que recebeu &#8220;tratamento usual&#8221; mostrou uma pequena queda durante o período de avaliação, mas aqueles com sessões de hipnose regulares apresentaram melhora real em todas as áreas que nós avaliamos”.</p>
<p>&#8220;Os participantes que estão conscientes do início da demência podem tornar-se deprimidos e ansiosos pela perda gradual da capacidade cognitiva e a hipnose &#8211; que também é uma ferramenta para o relaxamento &#8211; pode realmente ajudar a mente a se concentrar na atividade positiva, como a socialização.&#8221;</p>
<p>Outras pesquisas serão necessárias para estabelecer por quanto tempo a hipnose mantém os seus efeitos sobre a demência, enquanto a doença progride, e por longos períodos.</p>
<p>Dr. Dan Nightingale, o co-autor da pesquisa e consultor demência líder na Clínica Abacus, em Newark, acrescentou: &#8220;As evidências até agora mostram que a hipnose pode melhorar a qualidade de vida das pessoas vivendo com demência através do seu uso clínico correto. Nós estamos desenvolvendo um curso para médicos que desejam incorporar a hipnose em planos de saúde. &#8221;</p>
<p>A história acima é reproduzida a partir de artigos fornecidos pela <a href="http://translate.googleusercontent.com/translate_c?act=url&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;prev=_t&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;twu=1&amp;u=http://www.liv.ac.uk/&amp;usg=ALkJrhhSw2lI5d3IgV-sTWNlNescycSECg" target="_blank"><strong>Universidade de Liverpool</strong></a> .</p>
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		<title>Autoajuda da infelicidade</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo foi publicado na Você S.A. e faz uma breve descrição de como a ideologia das teorias new age, ou o mercado de autoajuda, podem conduzir à tristeza e ao sentimento de fracasso, mais do que ao tão sonhado objeto de desejo, o sucesso! Existem várias evidências psicológicas que apontam nesta mesma direção, portanto, resolvi publicar o artigo que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1874" href="http://www.comportamento.net/saberes/autoajuda-infeli/attachment/triste/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1874" title="triste" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/triste-300x300.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a></p>
<p>Este artigo foi publicado na Você S.A. e faz uma breve descrição de como a ideologia das teorias new age, ou o mercado de autoajuda, podem conduzir à tristeza e ao sentimento de fracasso, mais do que ao tão sonhado objeto de desejo, o sucesso!</p>
<p>Existem várias evidências psicológicas que apontam nesta mesma direção, portanto, resolvi publicar o artigo que ajuda a entender como a autoajuda pode conduzir a grandes limitações.</p>
<p><span id="more-1872"></span>A autoajuda é uma doutrina que prega que o nosso destino está em nossas mãos, que o sucesso é uma questão de vontade, que a felicidade reside em você mesmo.</p>
<p>Não discuto nada disso, porque realmente acredito que somos os atores principais de nossas histórias individuais. Enquanto enredo, a autoajuda está perfeita. O problema, meus caros, está nos atores. Em mim e em você.</p>
<p>Quase tudo o que se escreve sobre autoajuda apoia-se na seguinte falácia: <strong>você é brilhante e, para ser um sucesso, só falta querer! </strong>Isto é:</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1875" href="http://www.comportamento.net/saberes/autoajuda-infeli/attachment/genio/"><img class="size-medium wp-image-1875 aligncenter" title="genio" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/genio-300x64.png" alt="" width="453" height="95" /></a></p>
<p>A autoajuda passa, então, a bater incansavelmente na segunda tecla: você só precisa querer ser um sucesso e todos os seus problemas estarão resolvidos. Como eu disse que não discuto esta parte, até acho que as pessoas devem ler <strong>UM</strong> livro de autoajuda, para anabolizar sua vontade de querer ser um sucesso.</p>
<p>O passo seguinte, então, é todo mundo virar um sucesso, certo? Eu, você e todo mundo que leu um livro de autoajuda. Mas peraí, nem todo mundo é um sucesso… Então deve ter alguma coisa errada com a equação acima.</p>
<p>Se a segunda premissa é verdadeira (afinal, quem não quer ser um sucesso depois de ler um livro de autoajuda?) e o resultado esperado não aconteceu, então <strong>deve ter alguma coisa errada com a primeira premissa.</strong></p>
<p>Exatamente! O problema está aí! Você não é um gênio (e eu também não!)…</p>
<p>Há algumas razões para isso, assim como há, também, muita esperança e ninguém precisa desanimar!</p>
<p>Em primeiro lugar não há motivos para ficar triste agora. Eu também não sou um gênio, porque também quero ser um sucesso, mas não sou. Logo, você tem ao menos a minha companhia.</p>
<p>Depois de ler o seu primeiro livro de autoajuda – e não se transformar num sucesso da noite para o dia – você descobriu duas coisas:</p>
<p>1. Você não é brilhante;<br />
2. Você precisa querer ser um sucesso – e isso você já quer!</p>
<p>Então, a única coisa que você precisa consertar é a primeira. <strong>Você precisa ser brilhante</strong> e, para isso, só existe uma maneira: <strong>RALAR, ESTUDAR!</strong></p>
<p>O grande problema disso é que <strong>ninguém quer ralar nem estudar. Todos querem o <a title="menor esforço, maior enganação" href="http://www.autoatrapalha.com.br/2012/05/menor-esforco-maior-ilusao.html" target="_blank">menor esforço</a></strong>. Querem ser brilhantes – e, consequentemente, um sucesso – sem nenhum trabalho. E os picaretas que escrevem livros de autoajuda prometem exatamente isso: você vai tornar-se um sucesso instantaneamente, sem esforço algum.</p>
<p>Claro, porque <strong>querer</strong> ser um sucesso não dá trabalho nenhum e é, aliás, uma tendência natural do ser humano. Praticamente uma obrigação.</p>
<p>Aí, o sujeito nada brilhante que lê esse livro prefere acreditar somente na parte que diz que ele vai ser um sucesso sem fazer nada, do que na que diz que ele vai ter que estudar muito e que isso vai dar um trabalho danado – até porque os autores do gênero se esquecem, convenientemente, de contar esta parte.</p>
<p>Pois pode esquecer, porque isto não vai acontecer. Você não vai virar um sucesso só pelo fato de querer ser um. Lamento, mas este é o necessário choque de realidade de que você precisa para sair deste feitiço chamado autoajuda. Você pode ler dezenas de livros contando o mesmo final feliz, mas tenha certeza de que as histórias reais narram exceções a uma regra na qual você se encaixa.</p>
<p>Espero que você não encare o autoatrapalha como uma ideia negativa, derrotista, pessimista. É apenas um alerta para que você entenda o quão distante você está dos seus sonhos – e o que você precisa fazer para realmente alcançá-los.</p>
<p>Pois a tão celebrada autoajuda dos livros e <em>blogs</em> adormece suas ambições, travestindo-as de falsa esperança. Ela te embala com a promessa de um maravilhoso sonho, enquanto você vive uma dura realidade, bem diferente daquela pintada em letras douradas na conta-corrente do autor que te engana. A grande falácia da autoajuda nada mais é, portanto, do que uma grotesca lorota de autoatrapalha.</p>
<p style="text-align: right;">Autor: Rodolfo Araújo</p>
<p>Para saber mais, visite o blog:</p>
<p><a title="Blog autoatrapalha" href="http://www.autoatrapalha.com.br" target="_blank">http://www.autoatrapalha.com.br/</a></p>
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		<title>Passeios junto à natureza melhoram o desempenho mental e a depressão</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 04:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

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		<description><![CDATA[Um passeio no parque pode ter benefícios psicológicos para pessoas que sofrem de depressão. Em um dos primeiros estudos que analisou o efeito de caminhadas junto à natureza sobre a cognição e o humor de pessoas com depressão, os pesquisadores do Canadá e dos EUA descobriram evidências de que um passeio no parque pode fornecer alguns benefícios mentais. O estudo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1865" href="http://www.comportamento.net/terapeutica/passeios-natureza-melhoram-mente/attachment/passeio-parque/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1865" title="passeio parque" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/passeio-parque-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Um passeio no parque pode ter benefícios psicológicos para pessoas que sofrem de depressão. </strong></p>
<p>Em um dos primeiros estudos que analisou o efeito de caminhadas junto à natureza sobre a cognição e o humor de pessoas com depressão, os pesquisadores do Canadá e dos EUA descobriram evidências de que um passeio no parque pode fornecer alguns benefícios mentais.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Marc Berman, um pós-doutor no Rotman Research Institute Baycrest, em Toronto, com os parceiros da Universidade de Michigan e da Universidade de Stanford, e publicado no Journal of Affective Disorders.</p>
<p>&#8220;Nosso estudo mostrou que os participantes com depressão clínica, tiveram uma melhora no desempenho da memória, após uma caminhada na natureza, em comparação com uma caminhada em um ambiente urbano&#8221;, disse Berman, que advertiu que esses passeios não são um substituto para os tratamentos para a depressão clínica, tais como psicoterapia e tratamento medicamentoso.</p>
<p>&#8220;Andar na natureza pode agir para complementar ou aprimorar os tratamentos existentes para a depressão clínica, mas são necessárias mais pesquisas para compreender o quão eficaz passeios na natureza podem ser para ajudar a melhorar o funcionamento psicológico&#8221;, disse ele. A pesquisa do Dr. Berman é parte de um campo da ciência cognitiva conhecida como Teoria da Atenção e Restauração (ART), que propõe que as pessoas concentram-se melhor depois de passar algum tempo na natureza ou olhando para cenas da natureza. O motivo, de acordo com a ART, é que as pessoas interagem com as configurações pacíficas da natureza e não são bombardeados com distrações externas que implacavelmente comprometem a sua memória de trabalho e os sistemas de atenção. Em ambientes naturais, o cérebro pode relaxar e entrar em um estado contemplativo que ajuda a restaurar ou atualizar as capacidades cognitivas.</p>
<p>Em um trabalho de pesquisa, ele publicou em 2008 na Psychological Science, Dr. Berman mostrou que os adultos que não foram diagnosticados com nenhuma doença tiveram uma melhoria nos aspectos mentais, após uma caminhada de uma hora em um parque florestal &#8211; melhorando o seu desempenho em testes de memória e de atenção em vinte por cento, em comparação com um passeio de uma hora em um ambiente urbano e ruidoso. As descobertas foram publicadas pelo The Wall Street Journal, The Boston Globe, The New York Times, e no livro finalista do Prêmio Pulitzer por Nicholas Carr, The Shallows: O que a internet está fazendo com nossos cérebros.</p>
<p>Neste último estudo, o Dr. Berman e sua equipe de pesquisa investigaram se um passeio pela natureza proporcionaria benefícios cognitivos semelhantes, e também melhorariam o humor das pessoas com depressão clínica. Já que os indivíduos com depressão possuem altos níveis de ruminação e pensamento negativo. Os pesquisadores estavam céticos, no início do estudo, e desconfiavam que uma caminhada solitária no parque não teria qualquer benefício e poderia acabar piorando a memória e exacerbando o humor depressivo.</p>
<p>Mas que eles descobriram foi que os participantes apresentaram um aumento de 16% da atenção e memória de trabalho, após a caminhada da natureza em relação à caminhada urbana. Curiosamente, a interação com a natureza não provocou mudanças na alteração do humor em comparação com as caminhadas urbanas, em ambas, o humor negativo diminuiu e o humor positivo aumentou após caminharem por igual período e extensão. Dr. Berman acredita que isso sugere que os mecanismos cerebrais distintos podem agir nas alterações cognitivas e nas de humor, ao interagir com a natureza.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>Marc G. Berman, Ethan Kross, Katherine M. Krpan, Mary K. Askren, Aleah Burson, Patricia J. Deldin, Stephen Kaplan, Lindsey Sherdell, Ian H. Gotlib, Jonides John. Interagindo com a natureza melhora a cognição e afetar para os indivíduos com depressão Journal of Affective Disorders, 2012; DOI:. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jad.2012.03.012" target="_blank">10.1016/j.jad.2012.03.01</a></p>
<p>ScienceDaily (14 de maio de 2012)</p>
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		<title>Meditação e auto-hipnose melhoram a saúde física e mental a longo prazo, diz pesquisa.</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

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		<description><![CDATA[A prática diária de técnicas de interiorização, como a auto-hipnose e a meditação, ajuda a melhorar a saúde e o bem-estar, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Sidney, na Austrália. Mais de 350 pessoas de toda a Austrália foram voluntários em um pesquisa que analisava as conseqüências a longo prazo da meditação na saúde física e mental. O grupo pesquisado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a rel="attachment wp-att-1841" href="http://www.comportamento.net/terapeutica/meditacao-auto-hipnose-melhoram-saude/attachment/kanker-autohypnosis/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1841" title="auto hipnose" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/kanker-autohypnosis-300x194.png" alt="" width="300" height="194" /></a>A prática diária de técnicas de interiorização, como a auto-hipnose e a meditação, ajuda a melhorar a saúde e o bem-estar, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Sidney, na Austrália.</strong></p>
<p>Mais de 350 pessoas de toda a Austrália foram voluntários em um pesquisa que analisava as conseqüências a longo prazo da meditação na saúde física e mental. O grupo pesquisado meditou por pelo menos dois anos para fazer parte do estudo nacional que foi publicado no Journal of Evidence-Based Medicina Complementar e Alternativa.</p>
<p>&#8220;Nós descobrimos que o perfil de saúde e bem-estar de pessoas que tinham meditado durante pelo menos dois anos, foi significativamente maior na maioria das categorias de saúde e bem-estar quando comparados com a população da Austrália&#8221;, disse Ramesh Manocha, palestrante sênior na Disciplina de Psiquiatria , Sydney Medical School, que liderou a pesquisa.</p>
<p>O estudo nacional é um dos primeiros no mundo a analisar a qualidade de vida a longo prazo meditadores. &#8220;Estamos focados na definição de meditação como silêncio mental e examinou os praticantes de meditação Sahaja Yoga que praticam uma forma de meditação com vista a atingir este estado&#8230; &#8220;, disse o Dr. Manocha.</p>
<p>Os meditadores foram questionados sobre a frequencia que  experimentaram &#8220;silêncio mental&#8221;. Cerca de 5% dos entrevistados disseram que experimentaram o silêncio mental &#8220;várias vezes ao dia, ou mais&#8221;, enquanto que 32% experimentaram &#8220;uma ou duas vezes ao dia&#8221;.</p>
<p>A pesquisa encontrou uma relação entre boa saúde e a forma como se experimenta o estado de &#8220;silêncio mental&#8221;. &#8220;A vantagem na saúde parece estar ligada a este aspecto, mais do que qualquer outra característica do estilo da meditação. Em outras palavras, é a qualidade sobre a quantidade.</p>
<p>&#8220;Nós esperávamos que houvesse algumas diferenças entre os meditadores e a população em geral, mas não esperávamos resultados tão pronunciados. Repetimos grandes componentes da pesquisa várias vezes para confirmar nossos achados e chegamos os mesmos resultados.&#8221;</p>
<p>A pesquisa do governo australiano dá uma pontuação numérica para cada faceta da saúde física e mental e tem sido aplicado como uma medida nacional nos últimos 10 anos de estudos em todo o mundo, envolvendo milhões de pessoas. Isso permitiu aos pesquisadores comparar com precisão o perfil de saúde dos meditadores ​​com o da população australiana em geral.</p>
<p>Os meditadores eram principalmente não-fumantes e não-bebedores, de modo que  o viés potencial da pesquisa foi ajustado para comparar os meditadores às partes da população australiana que não bebe ou fuma e, mesmo assim, os resultados foram positivos.</p>
<p>&#8220;Este é um dos primeiros estudos para avaliar os impactos a longo prazo da meditação na saúde e bem-estar. Quando vimos a evidência deste estudo, juntamente com os resultados dos outros ensaios clínicos, tivemos um forte argumento a favor do uso de <a href="http://translate.googleusercontent.com/translate_c?act=url&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;prev=_t&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;twu=1&amp;u=http://medicalxpress.com/tags/meditation/&amp;usg=ALkJrhj7rtv_9oKdA6CvlybHmmpY2u7MWg">meditação</a> como uma estratégia de prevenção primária, especialmente na <a href="http://translate.googleusercontent.com/translate_c?act=url&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;prev=_t&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;twu=1&amp;u=http://medicalxpress.com/tags/mental%2Bhealth/&amp;usg=ALkJrhhIoYozwY3pWat6zFjlTGMPZb71eA">saúde mental</a> &#8220;, disse o Dr. Manocha.</p>
<p>Referências:<br />
- Medicalxpress.com<br />
- Universidade de Sydney</p>
<h4>Quer se prevenir contra doenças e aumentar sua qualidade de vida e de saúde física e mental? Agende sua consulta e aprenda as técnicas de auto-hipnose e meditação para a prática do &#8220;silêncio mental&#8221;. <a title="Seção Clínica" href="http://www.comportamento.net/secao-clinica/">Acesse nossa Seção Clínica</a></h4>
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		<title>Hipnose Clínica: a mãe das psicoterapias</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 23:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seção Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterrapia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1780, o médico austríaco, Anton Mesmer, causou exaltação na Sociedade Médica de Paris ao apresentar para o mundo um tratamento que não dependia de remédios, nem de cirurgias. Mesmer havia desenvolvido a primeira psicoterapia da história, feita com ajuda da hipnose. A sua invenção lhe rendeu fama, riqueza e muitas inimizades. Polêmico e impetuoso, Mesmer atendia a elite parisiense,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1846" href="http://www.comportamento.net/clinica/hipnose-clinica-a-mae-das-psicoterapias/attachment/fixacao/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1846" title="fixacao" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/fixacao1-200x300.png" alt="" width="200" height="300" /></a>Em 1780, o médico austríaco, Anton Mesmer, causou exaltação na Sociedade Médica de Paris ao apresentar para o mundo um tratamento que não dependia de remédios, nem de cirurgias. Mesmer havia desenvolvido a primeira psicoterapia da história, feita com ajuda da hipnose. A sua invenção lhe rendeu fama, riqueza e muitas inimizades. Polêmico e impetuoso, Mesmer atendia a elite parisiense, inclusive a própria Rainha, e também realizava sessões gratuitas para pobres e indigentes. A sua popularidade foi às alturas e ele passou a ensinar a sua terapia em uma escola própria e independente, e também para não médicos, o que revoltou muitos dos seus colegas de profissão.</p>
<p>Havia uma relação de amor e ódio, quem usava a técnica ficava fascinado com os resultados e os publicavam em revista especializada. Já os críticos, investiam alto em movimentos para a difamação da terapia, e foi daí que nasceu a “hipnose de palco”. Ela era uma sátira teatral, onde atores interpretavam hipnotizadores com orelhas de burro e realizavam as coisas absurdas, sempre com objetivo de fazer as pessoas rirem e desacreditarem na terapia de Mesmer.</p>
<p>Por outro lado, nos hospitais e clínicas européias, a hipnose passou a ser usada como anestesia em cirurgias -  não havia anestésicos químicos &#8211; e para tratar uma variedade de doenças, sem haver distinção entre doenças orgânicas e mentais. Data deste período, os primeiros relatos do uso da hipnose para abreviar a cura de fraturas e ferimentos, condições consideradas estritamente orgânicas e que questionavam a separação entre mente e corpo.</p>
<p>Pesquisas recentes realizadas em Harvard1, confirmaram a propriedade da hipnose reduzir a dor e facilitar a cura de ferimentos, fraturas ósseas e queimaduras, embora a visão física e medicamentosa continue sendo oferecida como a única opção. Desde Mesmer, evidências clínicas sugeriam haver influencias psicológicas na maioria das doenças, embora até hoje tenha se feito pouco caso, diante da soberania das drogas e das cirurgias.</p>
<p>A psiquiatria também herdou o predomínio dos aspectos bioquímicos, visando controlar os transtornos do comportamento por meio de drogas. Por outro lado, a hipnose, unida a terapia comportamental, avalia os transtornos a partir das teorias da aprendizagem, buscando a superação das limitações por meio de modificações na aprendizagem, nos sentimentos e na percepção da realidade, o que diminui a dependência de medicamentos.</p>
<p>Com mais de 200 anos de existência, a hipnose e umas das terapias mais pesquisadas cientificamente2, e mostra resultados positivos em uma larga variedade de enfermidades. Mesmo rodeada de mitos e sensacionalismos, ela retorna ao centro das atenções científicas como ferramenta estratégica para abreviação dos tratamentos psicológicos e coadjuvante em diversos tratamentos de saúde, que podem ir de compulsões a dores crônicas.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leon Vasconcelos Lopes, Psy Ms.</strong><br />
psicólogo, jonrnalista e mestre en saúde coletiva</p>
<p>Referências:<br />
GINANDES, C. S.; ROSENTHAL, D. I. Using hypnosis to accelerate the<br />
healing of bone fractures: a randomized controlled pillot study. Alternative<br />
therapies in health medicine, v.5, n.3, 1999.<br />
NASH, M. R. The Status of Hypnosis as an Empirically Validated Clinical<br />
Intervention: a preamble to the special issue. IJCEH, v.48, n.2, April, 2000.</p>
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		<title>Tipos de Atendimento</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 18:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seção Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[analise do comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tipos de Atendimento Entrevista Incial: é uma oportunidade de conhecer o profissional e tirar dúvidas quanto ao tratamento e valores. Não é necessário passar por esta entrevista, podendo-se diretamente o trabalho de avaliação na consulta. Tem duração de 15 minutos e é gratuita. Consulta: visa a avaliação diagnóstica e/ou orientação profissional. Tem duração de, aproximadamente, 50  minutos. Sessão de Psicoterapia: visa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a rel="attachment wp-att-1849" href="http://www.comportamento.net/clinica/tipos-de-atendimento/attachment/atendimentos/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1849" title="atendimentos" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/atendimentos-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a>Tipos de Atendimento<br />
<img title="Mais..." src="http://www.comportamento.net/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></h2>
<p><strong>Entrevista Incial:</strong> é uma oportunidade de conhecer o  profissional e tirar dúvidas quanto ao tratamento e valores. Não é   necessário passar por esta entrevista, podendo-se diretamente o trabalho   de avaliação na consulta. Tem duração de 15 minutos e é gratuita.</p>
<p><strong>Consulta:</strong> visa a avaliação diagnóstica e/ou orientação profissional. Tem duração de, aproximadamente, 50  minutos.<strong> </strong></p>
<p><strong>Sessão de Psicoterapia</strong>:  visa a aplicação de  técnicas e procedimentos psicoterapêuticos,  previamente estabelecidos  nas consultas. Tem duração de,  aproximadamente, 50  minutos.</p>
<p><strong>Abordagens Terapêuticas:</strong></p>
<p>Existe  no mercado uma variedade de técnicas e estilos terapêuticos &#8211;  desde a  psicanálise, criada por Freud, que pode se extender por mais  de 20 anos,  até as técnicas rápidas que são focadas apenas nos  sintomas. Nossa  abordagem prioriza a análise funcional dos  comportamentos, ajudando o  paciente a ter uma compreensão do problema  em questão e ampliar a sua  visão sobre si mesmo. Utilizamos um conjunto  de técnicas que vão da  análise de contingências a hipnoterapia e que  facilitam a modificação  das emoções e dos comportamentos disfuncionais,  tanto por via racional,  como emocional. Cada caso é avaliado conforme  suas necessidades e  peculiaridades.</p>
<p><strong>Horário de atendimento</strong> :</p>
<p>2ª a 6ª feira: das 18:oohs às 21:00hs</p>
<h2><strong>Agendamento de consultas:</strong></h2>
<p><strong>Local: </strong><a href="http://www.centromedicodacoluna.com.br/" target="_self">Centro Médico da Coluna Vertebral</a> &#8211; Dr. Henrique da Mota.<br />
Av. Santos Dumont, 5753, s-206, Torre de Saúde I do Anexo São Mateus<strong><br />
Sra. Marta</strong> <strong>(85) 3265-8300 </strong>ou<strong> 3265-8301</strong><strong><br />
</strong></p>
<p><strong><img title="Mais..." src="http://www.comportamento.net/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/sala0.jpg"><br />
</a><a rel="attachment wp-att-1065" href="http://www.comportamento.net/colaboradores/attachment/hipnoterapia-fortaleza/"><img title="Hipnoterapia Fortaleza" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/Hipnoterapia-Fortaleza-300x257.png" alt="" width="300" height="257" /></a></strong></p>
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		<title>Modalidades de Tratamento</title>
		<link>http://www.comportamento.net/clinica/modalidades-de-tratamento/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 18:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seção Clínica]]></category>

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		<description><![CDATA[Modalidades de Tratamento 1. Sintomas Físicos origem emocional-comportamental &#8211; Psicossomática - Síndrome do Colon Irritável &#8211; Equisemas e doenças de pele &#8211; Bruxismo &#8211; Asma &#8211; Gastrite Nervosa &#8211; Dormências e Insensibilidade Motora &#8211; Perdad e Equilíbro Avaliação e tratamento via Hipnose Clínica e Análise Funcional Número de Sessões: entre 3 a 8.* 2. Transtornos Alimentares [obesidade, anorexia, bulimia]. -...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1616" href="http://www.comportamento.net/saberes/tratamento-superficial-hipnose/attachment/diva2/"><img title="medicina comportamental" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/diva2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><img title="Mais..." src="http://www.comportamento.net/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<h1>Modalidades de Tratamento</h1>
<h4><span style="color: #003366;"><strong>1. Sintomas Físicos origem emocional-comportamental &#8211; Psicossomática</strong></span></h4>
<p>-  Síndrome do Colon Irritável &#8211; Equisemas e doenças de pele &#8211; Bruxismo &#8211;  Asma &#8211; Gastrite Nervosa &#8211; Dormências e Insensibilidade Motora &#8211; Perdad e  Equilíbro<br />
<strong>Avaliação e tratamento via Hipnose Clínica e Análise Funcional<br />
</strong>Número de Sessões: entre 3 a 8.*<br />
<span id="more-1768"></span></p>
<h4><span style="color: #003366;"><strong>2. Transtornos Alimentares [obesidade, anorexia, bulimia].</strong></span></h4>
<p>- Análise Funcional do Comportamento Alimentar<br />
- Treinamento em Hipnose e Auto-Hipnose<br />
- Técnica para Controle de Impulsividade/Ansiedade<br />
- Orientação Nutricional<br />
- Verificação de Distorções e erros cognitivos disfuncionais<br />
- Estabelecimento de Metas e Verificadores.<br />
<strong>Tratamento  comportamental &#8211; intervenção interdisciplinar com 3 profissionais<br />
</strong>Número de Sessões: 15 sessões*</p>
<p><!--more--></p>
<h4><span style="color: #003366;"><strong>3. Transtornos Obessessivos Compulsivos, Fobias e Transtornos de Ansiedade</strong></span></h4>
<p>-  Pensamentos intrusivos e repetitivos que repercutem em sofrimento &#8211;  Manias e compulsões que geram transtornos pessoais, familiares ou  sociais &#8211; Medo exagerado a objetos, animais, ou de situações sociais &#8211;  Nervosismo ou ansiedade generalizada &#8211; Pânico de situações específicas,  como exames médicos, etc. -</p>
<p><strong>Análise e Orientação Funcional, Técnicas de Relaxamento e Auto-Hipnose, Dessensibilização Cognitiva e Comportamental<br />
</strong>Número de Sessões: de 4 a 20*</p>
<h4><!--more--><span style="color: #003366;"><strong>4. Treinamento em Auto-hipnose para Exames e Concursos</strong></span></h4>
<p>- Ansiedade e insegurança com a proximidade das provas &#8211; falta de concentração e de motivação &#8211; Dificuldade de memorização<strong> -</strong></p>
<p><strong>Orientação psicopedagógica &#8211; Treinamento em relaxamento e auto-hipnose &#8211; Orientação Cognitiva<br />
</strong>Número de Sessões: entre 2 &#8211; 5*</p>
<h4><!--more--><span style="color: #003366;"><strong>5. Psicoterapia Convencional</strong></span></h4>
<p>Possibilita uma compreensão mais profunda dos padrões de comportamento, sentimentos e valores afetivos, que são a base para a realização de escolhas e manutenção equilibrada das interações sociais. <strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Terapia Cognitiva Comportamental &#8211; Busca Transderivacional &#8211; Hipnoterapia Ericksoniana<br />
</strong>Duração: entre 6 meses a 3 anos <strong> | </strong>Periodicidade: semanal ou quizenal</p>
<h4><!--more--><span style="color: #003366;"><strong>6. Hipnose Clínica, Hipnodontia ou Hipnose Hospitalar</strong></span></h4>
<p>É o uso de relaxamento, anestesia ou sedação feitos por hipnose e que visa o controle da dor ou da ansiedade em situações específicas, tais como:  controle emocional de pessoas claustrofóbicas em situações de exames de tomografia e ressonância; exames de sangue; cateterismo; biópsias; anestesias subdurais; atendimento e procedimentos odontológicos; exames invasivos em pessoas alérgicas a anestésicos; tratamento de ferimentos, fraturas e queimaduras sem o uso de opiódes; tratamento de câncer &#8211; quimioterapia; e demais situações invasivas, haja vista que os profissionais das áreas biomédicas não recebem treinamento comportamental, se limitando a atuar por meios químicos-farmacológicos.</p>
<p><strong>Hipnose Clínica &#8211; Relaxamento Dinâmico &#8211; Restruturação Cognitiva</strong><br />
Número de Sessões: variável</p>
<p>* Os números são uma estimativa, podendo haver variação dependendo das respostas individuais em cada caso.</p>
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		<title>Amigo ou terapeuta: eis a questão</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/amigoterapeuta/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 18:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda é grande a falta de informações precisas sobre o trabalho que exerce o psicólogo clínico. Para complicar ainda mais essa situação, o psicólogo não executa um trabalho padronizado, ele tem que escolher uma entre as várias abordagens terapêuticas. Muitas destas abordagens são concorrentes entre si, ou seja, cada uma é um corpo distinto de saberes com princípios e técnicas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/duvida2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1670" title="duvida" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/duvida2-256x300.jpg" alt="" width="256" height="300" /></a>Ainda é grande a falta de informações precisas sobre o trabalho que exerce o psicólogo clínico. Para complicar ainda mais essa situação, o psicólogo não executa um trabalho padronizado, ele tem que escolher uma entre as várias abordagens terapêuticas. Muitas destas abordagens são concorrentes entre si, ou seja, cada uma é um corpo distinto de saberes com princípios e técnicas diferentes. Isso torna o campo da psicoterapia uma área mais vasta do que da própria psicologia clínica, já que algumas dessas técnicas, como a hipnose, surgiram na medicina antes mesmo do surgimento da própria psicologia. Os mitos mais comuns, como os do “psicólogo não fala nada”, ou que, “a terapia pode levar mais de dez anos”, são provenientes da psicanálise, uma destas abordagens, e não exatamente da psicologia.</p>
<p><strong>Mas afinal, se existem várias abordagens terapêuticas diferentes e excludentes, o que elas têm em comum?</strong></p>
<p>A resposta a esta pergunta é também o que vai diferenciar o “trabalho psicoterápico” de uma “boa conversa com um amigo”. Vejamos&#8230;</p>
<p>Muito do nosso comportamento depende da influência de fatores ambientais, como a cultura, as regras sociais, as regras impostas pela família e até pelo próprio grupo de amigos. Sempre que consultamos nossos pais, ou professores, ou um padre, ou amigos, recebemos como resposta às nossas dúvidas, instruções, opiniões, sugestões e orientações que tentarão influenciar nosso comportamento, baseado na experiência pessoal daquele que “dá o conselho”. Esses conselhos tendem orientar o comportamento a partir de regras sociais, religiosas, ou baseado na experiência própria da pessoa consultada, como um amigo que já passou por uma situação parecida.</p>
<p>Embora essa relação com os pais, amigos, professores e padres tenham sua importância na forma de nós dar uma orientação de acordo com as convicções dessas pessoas e de sua vontade de nos ajudar, elas não nos permitem encontrar uma resposta genuinamente nossa. Por mais que seu melhor amigo o conheça, ou sua mãe, ou irmão, sabemos que todos somos diferentes e por mais que uma pessoa próxima queira nos ajudar com seus conselhos, muitas vezes, cabe a nós mesmo ter que descobrir essas experiências por conta própria. Como o exemplo de um filme, uns dizem que é bom, outros dizem que não é, mas no final, é você que tem que assistir para ter sua própria opinião.</p>
<p><strong>E o que seria diferente, então, numa consulta com um psicoterapeuta? </strong></p>
<p>Bem, a primeira regra fundamental da psicoterapia é a de não analisar as situações a partir de “juízos de valor”. Isto é, jamais julgar as experiências dos pacientes baseado nas suas próprias experiências pessoais, ou naquilo que você acredita ser certo, ou errado, ou no que é socialmente esperado, assim como o fazem seus amigos, pais, padres e professores.</p>
<p>Suspender o julgamento de valores pode ser algo aparentemente simples, mas é uma das mais difíceis tarefas para um ser humano! Por toda sua vida, ele foi acostumado a emitir suas opiniões, suas críticas, fofocar, defender suas idéias, etc. Esta é também a maneira mais básica de se avaliar a competência profissional e técnica de um terapeuta. Se o terapeuta ficar lhe dando instruções e dizendo o que você deve ou não fazer; o que é certo, ou errado; o que você deve ou não escolher, cuidado! Fique bem longe desse tipo de “terapeuta”! Além de você estar jogando dinheiro fora, você pode se afundar ainda mais nos problemas que tenta resolver. Para esse tipo de aconselhamento você pode escolher alguém próximo, com valores semelhantes e que te conhece bastante.</p>
<p><strong>Então, se o psicoterapeuta não vai me dizer o que fazer, o que ele faz?</strong></p>
<p>Imagine o seguinte, você quer ir para um lugar, mas a única coisa que sabe sobre este lugar é o nome de uma rua, ela se chama, Rua Felicidade. Somente com esta informação, sem saber em que cidade fica a rua, em que bairro e qual o número, é praticamente impossível você chegar ao seu destino.  Agora saiba que o psicoterapeuta também não tem essa informação, mas ele conhece um conjunto de truques e de estratégias para ajudá-lo a descobrir. À medida que você vai falando sobre o que sabe sobre a Rua Felicidade, o psicoterapeuta vai te fazer algumas perguntas, ele pode te ensinar sobre a função dos endereços, sobre como as ruas são organizadas, e coisas que vão facilitar a sua compreensão sobre localização, pesquisa, orientação.</p>
<p>Pouco a pouco, você passa se localizar melhor, sabendo onde está e para onde que ir. Você vai descobrindo, por conta própria, onde fica a Rua Felicidade, e vai descobrir outros endereços que só você tem acesso. A psicoterapia é direcionada a te ensinar a encontrar a resposta, mas não em te “dar a resposta”, como acontece com os conselhos.</p>
<p>Esta é a função da psicoterapia, ela não te dá o peixe, mas te ensina a pescá-lo. Com o tempo, você aprender a ser tornar uma pessoa com mais autonomia, com mais auto-suficiência, mais dona de si mesma, e se liberta de ter que sempre ficar inseguro e dependente da opinião alheia. Você passa a compreender e entrar em contato com sua própria consciência, a encontrar sua própria bússola interior. É desse modo que deve funcionar os processos de psicoterapia e é assim que ela se diferencia do conselho dos amigos.</p>
<p>É, justamente, por não ser o óbvio, tal como dizer para uma suicida que “ele não vale a pena se matar”, ou para a menina com anorexia que “ela deve comer para não morrer”, que a psicoterapia exige uma formação vigorosa e consistente. Abandonar o velho vício de julgar, se focar na relação dos comportamentos, observar e ter sensibilidade de captar a essência dos dramas pessoais é algo que exige constante prática, estudo, aprendizagem e aperfeiçoamento. Já dar conselhos, é algo que todos nascem sabendo, e por isso ele sempre será “a opinião alheia”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Dr. Leon Vasconcelos, Psy Ms.<br />
psicólogo, jornalista e mestre em saúde coletiva.<br />
diretor da <a title="Comportamento.Net" href="http://www.comportamento.net">Comportamento.Net</a></p>
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		<item>
		<title>Psicologia Clínica: imergindo para emergir</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/psicologia-imergindo-emergir/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 15:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose]]></category>

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		<description><![CDATA[Exercer a psicologia clínica representa um mergulho arriscado em águas profundas e desconhecidas. Neste mergulho o psicólogo exerce a função de um topógrafo, que busca mapear o exterior repleto de medo, culpa, raiva, sofrimento, frustrações e experiências traumáticas. É uma experiência que demanda envolvimento verdadeiro e mobilização, exigindo uma observação atenta e precisa, pois se está envolto em águas confusas....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address style="text-align: justify;"><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/mergulho.jpg"><img class="size-medium wp-image-1649 alignleft" title="mergulho" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/mergulho-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" /></a>Exercer a psicologia clínica representa um mergulho arriscado em águas profundas e desconhecidas. </address>
<address style="text-align: justify;">Neste mergulho o psicólogo exerce a função de um topógrafo, que busca mapear o exterior repleto de medo, culpa, raiva, sofrimento, frustrações e experiências traumáticas. </address>
<address style="text-align: justify;">É uma experiência que demanda envolvimento verdadeiro e mobilização, exigindo uma observação atenta e precisa, pois se está envolto em águas confusas. </address>
<address style="text-align: justify;">É uma jornada que impõe a quebra das suas próprias expectativas e juízos de valor. A lógica deste oceano o desafia, exige respeito, o exterior é sombrio e pode ser perigoso. </address>
<address style="text-align: justify;">O seu oxigênio é suprido pela íntima convicção de que este ambiente pode ser explorado, desvendado e compreendido. Aos poucos, você começa a se habituar, começa a encontrar padrões e entender as relações. E, por incrível que pareça, descobre que a luz que vem de cima não é mais necessária, pois à medida que você afunda as águas começam a clarear, há luz própria vindo lá do fundo. </address>
<address style="text-align: justify;">Uma luz que clareia tudo de uma só cor, mas que permite revelar os melhores caminhos, os mais seguros e também os mais deslumbrantes e significativos. </address>
<address style="text-align: justify;">Esta é a hora que o mergulhador tem que voltar para a superfície. Está na hora de iniciar a descompressão, chegar à superfície, tirar os equipamentos, despir  a roupa de mergulho, e então, respirar livremente. </address>
<address style="text-align: justify;">No final, o resultado do seu trabalho se traduz em um convite seguro e saudável para que outras pessoas realizem as suas próprias explorações, as suas próprias descobertas mais profundas, guiadas pela confiança em um bom guia.</address>
<p style="text-align: right;"><strong>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</strong><br />
Diretor da Comportamento.Net</p>
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		<title>Tratamento Superficial com Hipnose</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/tratamento-superficial-hipnose/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

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		<description><![CDATA[A hipnose já foi vedete na medicina, conquistando grandes defensores e também ferrenhos opositores, tudo isso começou na França pré-iluminista, por volta de 1750. O médico austríaco, Franz Anton Mesmer, foi o responsável pela transposição e adaptação de uma técnica proveniente dos tratamentos místico-religiosos, o transformando em um procedimento usado nos moldes da medicina tradicional. No entanto, o Dr. Mesmer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/superfi.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1614" title="superfi" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/superfi.png" alt="" width="300" height="278" /></a></p>
<p>A hipnose já foi vedete na medicina, conquistando grandes defensores e também ferrenhos opositores, tudo isso começou na França pré-iluminista, por volta de 1750. O médico austríaco, Franz Anton Mesmer, foi o responsável pela transposição e adaptação de uma técnica proveniente dos tratamentos místico-religiosos, o transformando em um procedimento usado nos moldes da medicina tradicional. No entanto, o Dr. Mesmer foi somente o precursor da hipnoterapia, uma vez que todas as adaptações conceituais, técnicas e éticas para o modelo médico levariam, pelo menos, 150 anos para acontecer.</p>
<p>No século seguinte, a hipnose ganhou novamente destaque na medicina, desta vez, deixando de ser usada como um método generalista, para se concentrar no tratamento da histeria e de alguns outros transtornos mentais. Foram as observações iniciais do neurologista vienense, Sigmund Freud, que destacaram os benefícios clínicos no uso da hipnose, segundo ele, o tratamento (Freud, 1886):</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong><em>&#8220;Consiste em dar ao paciente&#8230;  uma sugestão que contém a eliminação do distúrbio em causa. Assim, por exemplo, curamos uma “tosse nervosa” fazendo pressão sobre a laringe do paciente hipnotizado e assegurando-lhe que foi removido o estímulo que o faz tossir, ou curamos uma paralisia histérica do braço compelindo o paciente, sob hipnose, a mover o membro paralisado, parte por parte. O efeito até se torna maior se adotarmos um método posto em prática, pela primeira vez, por Joseph Breuer, em Viena, e fizermos o paciente, sob hipnose, remontar à pré-história psíquica da doença, compelindo-o a reconhecer a ocasião psíquica em que se originou o referido distúrbio. Esse método de tratamento é novo, mas produz curas bem-sucedidas, que, por outros meios, não são alcançadas.&#8221;</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por várias vezes, Freud se mostrou um grande entusiasta e defensor no uso da hipnose, realizando a tradução de dois livros sobre o assunto, porém, ao aprofundar seus estudos e sua experiência clínica, ele percebeu que a hipnose não realizava milagres e os muitos sintomas que pareciam desaparecer quase que imediatamente, poderiam retornar depois, ou se transformar em outros sintomas equivalentes. Assim, o paciente que teve eliminada a sua “tosse nervosa”, podia, por exemplo, desenvolver asma; outro paciente que havia sido curado de uma paralisia, depois retornava como uma dor crônica, e assim por diante.</p>
<p>Visando contornar esta situação, Freud desenvolveu uma forma alternativa de tratamento que ele chamou de “psicanálise”. Ele acreditava que a partir da escuta atenta à fala aleatória do paciente (chamada de método da associação livre), conseguiria chegar às causas das neuroses. Desse modo, se por um lado, a hipnose era um método com resultados imediatos –  embora, muitas vezes, ilusórios – por outro, a psicanálise, demandava anos de tratamento, talvez, uma vida inteira, e, ainda assim, não havia demonstrado qualquer eficácia terapêutica.</p>
<p>Contudo, mesmo tendo o inconveniente de, em alguns casos, apenas encobrir os sintomas, a hipnose parecia conseguir curar, de fato, alguns pacientes. Tal fato, longe de ser abandonado, mereceria, sim, ser amplamente pesquisado. E assim aconteceu. Os estudos e pesquisas sobre o uso da hipnose nunca pararam, ela possui o maior número de artigos e pesquisas publicados, maior do que qualquer outra psicoterapia (NASH, 2000), porém, a maioria das pessoas só tem acesso as partes superficiais e polêmicas da história, são as narrativas resumidas de seus professores, ou as informações da mídia, e se preocupar, realmente, em se aprofundar nos pormenores do conhecimento.</p>
<p>Atualmente, presenciamos a expansão das chamadas “Terapias Alternativas”, um movimento que tem levado pessoas, das mais diversas áreas, a se tornarem terapeutas. A oferta é sedutora: ser um profissional independente, ter o seu próprio consultório, ajudar as pessoas e ganhar dinheiro, na hora, tudo isso sem precisar fazer nenhuma faculdade de medicina, ou de psicologia, parece ser um verdadeiro “negócio da China”.</p>
<p>E embalado por este discurso sedutor tem surgido uma grande oferta de cursos de fim de semana, cada qual prometendo sempre a melhor formação, no tempo mais curto, e com a terapia mais sensacional de todas, o que, supostamente, justificaria os elevados preços desses cursos. Envolvidos emocionalmente pelo discurso, centenas de novos terapeutas tem surgido a cada ano, formados em cursos breves, geralmente, ministrado por outro terapeuta que usa a própria imagem pessoal como ilustração dos supostos benefícios e da prosperidade da nova profissão.</p>
<p>É neste contexto que o tratamento superficial com o uso da hipnose tem se ampliado e virado a atração do momento. Renomados especialistas já chamavam atenção para que ficássemos receosos, antes de ficarmos animados, toda vez que a hipnose se tornasse manchete nos jornais como sendo a boa menina, pois sempre que isso aconteceu na história, seguiu-se, posteriormente, um movimento de declínio e difamação no uso da técnica (Lazarus, 1971). Certamente, talvez não pelas próprias limitações da hipnose, mas pelas limitações técnicas e éticas daqueles que, entraram na onda, e a elegeram como o seu método mágico de cura.</p>
<p>Por conseqüência, temos uma massa cada vez maior de profissionais com muita informação superficial, mas pouco conhecimento específico e aprofundado sobre tópicos básicos da terapêutica psicológica. E isso faz com que boa parte dessas pessoas continue repetindo os mesmos erros do passado, semelhantes aos descritos por Freud, em 1886, ao usar a hipnose para sumir com os sintomas.</p>
<p>Quando Freud estudou a hipnose, as limitações eram do próprio conhecimento científico que não fornecia uma explicação plausível sobre a função dos sintomas. Mas parte deste problema já fora resolvida, há pelo menos cinqüenta anos, com as descobertas da psicologia experimental e comportamental. Os estudos com a análise funcional do comportamento, desenvolvidos pelos comportamentalistas, trouxeram maiores esclarecimentos sobre a dinâmica das doenças psicológicas.</p>
<p>Atualmente, o método genérico mais utilizado para o tratamento das fobias e até de outras doenças, é chamado de “método de exposição”. Ele é o mesmo utilizado no tratamento superficial com hipnose, muito embora poucos saibam que &#8211; nem sempre &#8211; o tratamento de uma fobia por este método leva, realmente, a cura do problema que gerou a fobia, podendo apenas criar uma ilusão de cura, como na técnica testada por Freud.</p>
<p>Uma vez que a terapia popular e alternativa não possui critérios rigorosos para avaliar a melhoria dos clientes, pode a simples notificação verbal de que “está se sentindo melhor”, ou mesmo o abandono precoce da terapia, serem julgados como um sinal de eficácia da terapia. Em uma análise criteriosa, Lazarus (1971) descobriu que até 50% dos pacientes tratados com exposição durante terapias comportamentais, tinham tido recaídas logo após os primeiros meses, sendo que os terapeutas que usavam as técnicas de exposição de maneira generalizada, mais atrapalhariam do que melhorariam o bom  andamento clínico dos pacientes.</p>
<p>Como ilustração, vejamos o caso clínico de fobia a pontes, tratado por Arnold Lazarus (1971). Antes, vale lembrar que as fobias são transtornos mentais que tem uma boa resposta a vários tipos de terapias, sejam elas embasadas em alguma terapêutica comprovada, ou não. O fator comum exigido nessas práticas é que o fóbico enfrente o seu medo progressivamente, ou repentinamente, não importa se foi ele encorajado porque estava usando uma fita do Senhor do Bonfim, por influência da sugestão hipnótica, ou porque acreditou que os seus “centros energéticos” foram equilibrados por um curandeiro.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>A Fobia de Pontes<em><br />
Paciente</em></strong><em>: tenho medo de atravessar pontes.<br />
<strong>Terapeuta</strong>: Você tem outros medos ou dificuldades?<br />
P: somente as complicações vindas do meu medo de pontes.<br />
T: De que modo isso tem afetado sua vida?<br />
P: Tive que deixar um emprego excelente em Berkley<br />
T: Onde você mora?<br />
P: Em São Francisco<br />
T: Para chegar a este instituto você teve que atravessar a Golden Gate.<br />
P: Sim, eu estava indo a um médico, ele tentou me dessensibilizar, mas não conseguiu, aí me mandou consultar você, porque você sabe mais sobre esse tipo de tratamento. Não é tão ruim quando estou com minha mulher e minhas crianças, mas a Golden Gate tem um kilômetro e meio, é meu limite máximo.<br />
T: Mas diga-me, por quanto tempo você tem tido este problema?<br />
P: Há, mais ou menos quatro anos. Aconteceu de repente. Eu vinha do trabalho para casa e o tráfego estava muito lento. Repentinamente, entrei em pânico sem motivo algum. Nada como isso tinha acontecido antes. Senti que ia bater nos outros carros. Uma vez senti como se a ponte fosse desabar.<br />
T: Voltemos para a primeira experiência de pânico. Você disse que vinha do trabalho para casa. Alguma coisa tinha acontecido no trabalho?<br />
P: Nada de especial.<br />
T: Você estava feliz no trabalho?<br />
P: Claro! Eu esperava uma promoção.<br />
T: Quanto a mais você ganharia?<br />
P: Um extra de 3mil dólares ao ano.<br />
T: E quanto ao trabalho, o quanto teria que fazer a mais?<br />
P: Bem, eu seria um supervisor. Eu teria tido mais de cinqüenta homens trabalhando sob minhas ordens.<br />
T: Como você se sentia com relação a responsabilidade a mais? Você sentiu que estava à altura, que podia arcar com ela?<br />
<strong>P</strong>: Puxa! Minha mulher estava grávida de nosso primeiro filho. Ambos precisávamos de dinheiro extra.<br />
<strong>T</strong>: Então, mais ou menos no tempo em que você ia ser pai, você deveria ser promovido. Você ia enfrentar dois papéis desafiadores. Você pai em casa e pai no trabalho. E isto aconteceu quando você começou a entrar em pânico na ponte, e acho que você nunca chegou a ser supervisor.<br />
<strong>P</strong>: Não. Tive que pedir transferência para a cidade.<br />
<strong>T</strong>: Agora pense com cuidado sobre esta questão. Você alguma vez se envolveu em qualquer acidente em uma ponte, ou próximo a uma ponte, ou testemunhou qualquer acidente sério numa ponte ou próximo a ela?<br />
<strong>P</strong>: Não, que eu possa me lembrar.</em><em><br />
T: Se você não tivesse desenvolvido a fobia e se tivesse se tornado supervisor, ganhando 3mil a mais, onde você pensa que estaria hoje?<br />
P: Ainda em Berkley<br />
T: Ainda supervisor? Mais dinheiro?<br />
P: Que inferno! Quem sabe (risos)? Talvez eu fosse vice-presidente. Estou só brincando, mas poderia ter acontecido.</em></p>
<p>Vemos que Lazarus não se limitou ao “problema atual” partindo erroneamente para o tratamento sintomático com o uso da hipnose. Ele tratou, primeiramente, de descobrir se a fobia se tratava do problema, ou do sintoma. Assim, ele foi em busca da contextualização e da função do sintoma: como funcionava e para que servia; que fatores antecederam o aparecimento repentino; quais respostas mal-adaptadas precisavam ser eliminadas e quais precisavam ser adquiridas; o que estava por trás do sintoma, quais os fatores antecessores poderiam levar o paciente a um estado de vulnerabilidade?</p>
<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/diva2.jpg"><img class="size-full wp-image-1616 alignright" title="hipnose" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/diva2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Baseado na pesquisa dessas informações e do conhecimento da teroia da aprendizagem, a terapia foi desviada da queixa principal para desvendar uma história na qual o paciente, o mais novo de cinco irmãos, tendia a aceitar a previsão da mãe, de que, diferentemente de seus brilhantes irmãos mais velhos, ele nunca chegaria a nada. Tal crença funcionava como uma profecia que se autocumpria, provocando auto-sabotagem, distorções cognitivas e o aparecimento de sintomas de ansiedade sempre que o paciente se via numa situação de ascensão profissional.</p>
<p>Caso Lazarus tivesse utilizado a hipnose para tratar apenas a fobia a pontes, provavelmente, o paciente teria se livrado do medo, mas continuaria sujeito a desenvolver novos sintomas, toda vez que as condições ambientais se repetissem. Mas uma vez tratado o problema central, não apenas o sintoma, o paciente percebeu que o medo de pontes sumiu tão rapidamente quanto aparecera. Além disso, ele se tornou imune a novos incidentes, além de adquiriu mais confiança e segurança em si mesmo.</p>
<p>No tratamento meramente sintomático e superficial, os sintomas poderiam sumir rapidamente e dar a falsa impressão, tanto para o terapeuta, como para o paciente, de que tudo havia sido magicamente resolvido. Dando ao terapeuta a mesma sensação que Freud havia descrito, em 1886:</p>
<p><strong><em>“&#8230;</em><em>havia algo de positivamente sedutor em trabalhar com o hipnotismo. Pela primeira vez havia um sentimento de haver superado o próprio desamparo, e era altamente lisonjeiro desfrutar da reputação de ser fazedor de milagres.”</em> (Freud, 1886).</strong></p>
<p>Para terapeutas pouco seguros não haveria algo mais gratificante, mas pouco humilde e até perigoso, se fechar em uma redoma e se autoconsiderar um verdadeiro realizador de milagres. Este risco reforça a importância das publicações científicas que aprofundam e promovem o progresso e o aperfeiçoamento das terapias. Algo que deve ser incansavelmente buscado por todos aqueles que optam por trabalhar com a terapêutica psicológica e/ou promoção da saúde.</p>
<p>A hipnose continua sendo uma grande ferramenta no arsenal de técnicas e de procedimentos psicoterapêuticos, mas seu uso deve ser cuidadosamente pensado dentro de modelo mais amplo e legitimado de terapia. A aferição de resultados deve ser consistente com a metodologia científica, devendo o paciente responder questionários específicos de avaliação, passados seis e doze meses da terapia. Utilizar a hipnose sozinha, como pau para toda obra, sem levar em conta os avanços do conhecimento psicoterapêutico, é simplificar e limitar as possibilidades de um tratamento realmente bem sucedido. Baseado nestas premissas, cito a máxima, de Martin Orne:</p>
<p><em><strong>&#8220;If a person is not professionally qualified to treat something without hypnosis, then they’re not qualified to treat something with hypnosis, either.</strong></em></p>
<p><em><strong>“Se a pessoa não está profissionalmente qualificada para tratar alguém sem hipnose, então, ela também não estará qualificada para tratar alguém com hipnose.”</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<address> FREUD, 1886. (Obras Brasileiras Completas Standart Edition). CD-ROM.<br />
LAZARUS. Psicoterapia Personalista: uma visão além dos princípios do condicionamento: Manole, 1971.<br />
NASH, M. R. The Status of Hypnosis as an Empirically Validated Clinical Intervention: a preamble to the special issue. International Journal of clinical and Experimental Hypnosis, v.48, n.2, April, p.107-112. 2000.&nbsp;</p>
</address>
<p style="text-align: right;"><strong>Leon Vasconcelos Lopes, Psy Ms.</strong><br />
Diretor da Comportamento.Net</p>
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