<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Comportamento.Net &#187; Informativos</title>
	<atom:link href="http://www.comportamento.net/category/saberes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.comportamento.net</link>
	<description>a sua mudança começa aqui</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 13:20:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.4</generator>
		<item>
		<title>Tratamento Superficial com Hipnose</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/tratamento-superficial-hipnose/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/tratamento-superficial-hipnose/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1588</guid>
		<description><![CDATA[A hipnose já foi vedete na medicina, conquistando grandes defensores e também ferrenhos opositores, tudo isso começou na França pré-iluminista, por volta de 1750. O médico austríaco, Franz Anton Mesmer, foi o responsável pela transposição e adaptação de uma técnica proveniente dos tratamentos místico-religiosos, o transformando em um procedimento usado nos moldes da medicina tradicional. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/superfi.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1614" title="superfi" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/superfi.png" alt="" width="300" height="278" /></a></p>
<p>A hipnose já foi vedete na medicina, conquistando grandes defensores e também ferrenhos opositores, tudo isso começou na França pré-iluminista, por volta de 1750. O médico austríaco, Franz Anton Mesmer, foi o responsável pela transposição e adaptação de uma técnica proveniente dos tratamentos místico-religiosos, o transformando em um procedimento usado nos moldes da medicina tradicional. No entanto, o Dr. Mesmer foi somente o precursor da hipnoterapia, uma vez que todas as adaptações conceituais, técnicas e éticas para o modelo médico levariam, pelo menos, 150 anos para acontecer.</p>
<p>No século seguinte, a hipnose ganhou novamente destaque na medicina, desta vez, deixando de ser usada como um método generalista, para se concentrar no tratamento da histeria e de alguns outros transtornos mentais. Foram as observações iniciais do neurologista vienense, Sigmund Freud, que destacaram os benefícios clínicos no uso da hipnose, segundo ele, o tratamento (Freud, 1886):</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong><em>&#8220;Consiste em dar ao paciente&#8230;  uma sugestão que contém a eliminação do distúrbio em causa. Assim, por exemplo, curamos uma “tosse nervosa” fazendo pressão sobre a laringe do paciente hipnotizado e assegurando-lhe que foi removido o estímulo que o faz tossir, ou curamos uma paralisia histérica do braço compelindo o paciente, sob hipnose, a mover o membro paralisado, parte por parte. O efeito até se torna maior se adotarmos um método posto em prática, pela primeira vez, por Joseph Breuer, em Viena, e fizermos o paciente, sob hipnose, remontar à pré-história psíquica da doença, compelindo-o a reconhecer a ocasião psíquica em que se originou o referido distúrbio. Esse método de tratamento é novo, mas produz curas bem-sucedidas, que, por outros meios, não são alcançadas.&#8221;</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por várias vezes, Freud se mostrou um grande entusiasta e defensor no uso da hipnose, realizando a tradução de dois livros sobre o assunto, porém, ao aprofundar seus estudos e sua experiência clínica, ele percebeu que a hipnose não realizava milagres e os muitos sintomas que pareciam desaparecer quase que imediatamente, poderiam retornar depois, ou se transformar em outros sintomas equivalentes. Assim, o paciente que teve eliminada a sua “tosse nervosa”, podia, por exemplo, desenvolver asma; outro paciente que havia sido curado de uma paralisia, depois retornava como uma dor crônica, e assim por diante.</p>
<p>Visando contornar esta situação, Freud desenvolveu uma forma alternativa de tratamento que ele chamou de “psicanálise”. Ele acreditava que a partir da escuta atenta à fala aleatória do paciente (chamada de método da associação livre), conseguiria chegar às causas das neuroses. Desse modo, se por um lado, a hipnose era um método com resultados imediatos –  embora, muitas vezes, ilusórios – por outro, a psicanálise, demandava anos de tratamento, talvez, uma vida inteira, e, ainda assim, não havia demonstrado qualquer eficácia terapêutica.</p>
<p>Contudo, mesmo tendo o inconveniente de, em alguns casos, apenas encobrir os sintomas, a hipnose parecia conseguir curar, de fato, alguns pacientes. Tal fato, longe de ser abandonado, mereceria, sim, ser amplamente pesquisado. E assim aconteceu. Os estudos e pesquisas sobre o uso da hipnose nunca pararam, ela possui o maior número de artigos e pesquisas publicados, maior do que qualquer outra psicoterapia (NASH, 2000), porém, a maioria das pessoas só tem acesso as partes superficiais e polêmicas da história, são as narrativas resumidas de seus professores, ou as informações da mídia, e se preocupar, realmente, em se aprofundar nos pormenores do conhecimento.</p>
<p>Atualmente, presenciamos a expansão das chamadas “Terapias Alternativas”, um movimento que tem levado pessoas, das mais diversas áreas, a se tornarem “terapeutas”. A oferta é sedutora: ser um profissional independente, ter o seu próprio consultório, ajudar as pessoas e ganhar dinheiro, na hora, tudo isso sem precisar fazer nenhuma faculdade de medicina, ou de psicologia, parece ser um verdadeiro “negócio da China”.</p>
<p>E embalado por este discurso sedutor tem surgido uma grande oferta de cursos de fim de semana, cada qual prometendo sempre a melhor formação, no tempo mais curto, e com a terapia mais sensacional de todas, o que, supostamente, justificaria os elevados preços desses cursos. Envolvidos emocionalmente pelo esse discurso, centenas de novos terapeutas tem surgido a cada ano, formados em cursos breves, geralmente, ministrado por outro terapeuta que usa a própria imagem pessoal como ilustração dos supostos benefícios e da prosperidade da nova profissão.</p>
<p>É neste contexto que o tratamento superficial com o uso da hipnose tem se ampliado e virado a atração do momento. Renomados especialistas já chamavam atenção para que ficássemos receosos, antes de ficarmos animados, toda vez que a hipnose se tornasse manchete nos jornais como sendo a boa menina, pois sempre que isso aconteceu na história, seguiu-se, posteriormente, um movimento de declínio e difamação no uso da técnica (Lazarus, 1971). Certamente, talvez não pelas próprias limitações da hipnose, mas pelas limitações técnicas e éticas daqueles que, entraram na onda, e a elegeram como o seu método mágico de cura.</p>
<p>Por conseqüência, temos uma massa cada vez maior de profissionais com muita informação superficial, mas pouco conhecimento específico e aprofundado sobre tópicos básicos da terapêutica psicológica. O que faz com que boa parte dessas pessoas continue repetindo os mesmos erros do passado, semelhantes aos descritos por Freud, em 1886, ao usar a hipnose para sumir com os sintomas.</p>
<p>Quando Freud estudou a hipnose, as limitações eram do próprio conhecimento científico que não fornecia uma explicação plausível sobre a função dos sintomas. Mas parte deste problema já fora resolvida, há pelo menos cinqüenta anos, com as descobertas da psicologia experimental e comportamental. Os estudos com a análise funcional do comportamento, desenvolvidos pelos comportamentalistas, trouxeram maiores esclarecimentos sobre a dinâmica das doenças psicológicas.</p>
<p>Atualmente, o método genérico mais utilizado para o tratamento das fobias e até de outras doenças, é chamado de “método de exposição”. Ele é o mesmo utilizado no tratamento superficial com hipnose, muito embora poucos saibam que &#8211; nem sempre &#8211; o tratamento de uma fobia por este método leva, realmente, a cura do problema que gerou a fobia, podendo apenas criar uma ilusão de cura, como na técnica testada por Freud.</p>
<p>Como na terapia popular e alternativa os critérios para avaliar a melhoria dos clientes não são rigorosos, pode a simples notificação verbal do cliente “de que está se sentindo melhor”, ou mesmo o abandono precoce da terapia, ser julgado como um sinal de eficácia da terapia. Em uma análise criteriosa, Lazarus (1971) descobriu que boa parte dos pacientes tratados com exposição, tinham tido recaídas, logo após os primeiros meses, e os terapeutas que usavam as técnicas de exposição de modo generalizado, mais atrapalhariam do que melhorariam o bom  andamento clínico dos pacientes.</p>
<p>Como ilustração, vejamos o caso clínico de fobia a pontes, tratado por Arnold Lazarus (1971). Antes, vale lembrar que as fobias são transtornos mentais que tem uma boa resposta a vários tipos de terapias, sejam elas embasadas em alguma terapêutica comprovada, ou não. O fator comum exigido nessas práticas é que o fóbico enfrente o seu medo progressivamente, ou repentinamente, não importa se foi ele encorajado porque estava usando uma fita do Senhor do Bonfim, por influência da sugestão hipnótica, ou porque acreditou que os seus “centros energéticos” foram equilibrados por um curandeiro.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>A Fobia de Pontes<em><br />
Paciente</em></strong><em>: tenho medo de atravessar pontes.<br />
<strong>Terapeuta</strong>: Você tem outros medos ou dificuldades?<br />
P: somente as complicações vindas do meu medo de pontes.<br />
T: De que modo isso tem afetado sua vida?<br />
P: Tive que deixar um emprego excelente em Berkley<br />
T: Onde você mora?<br />
P: Em São Francisco<br />
T: Para chegar a este instituto você teve que atravessar a Golden Gate.<br />
P: Sim, eu estava indo a um médico, ele tentou me dessensibilizar, mas não conseguiu, aí me mandou consultar você, porque você sabe mais sobre esse tipo de tratamento. Não é tão ruim quando estou com minha mulher e minhas crianças, mas a Golden Gate tem um kilômetro e meio, é meu limite máximo.<br />
T: Mas diga-me, por quanto tempo você tem tido este problema?<br />
P: Há, mais ou menos quatro anos. Aconteceu de repente. Eu vinha do trabalho para casa e o tráfego estava muito lento. Repentinamente, entrei em pânico sem motivo algum. Nada como isso tinha acontecido antes. Senti que ia bater nos outros carros. Uma vez senti como se a ponte fosse desabar.<br />
T: Voltemos para a primeira experiência de pânico. Você disse que vinha do trabalho para casa. Alguma coisa tinha acontecido no trabalho?<br />
P: Nada de especial.<br />
T: Você estava feliz no trabalho?<br />
P: Claro! Eu esperava uma promoção.<br />
T: Quanto a mais você ganharia?<br />
P: Um extra de 3mil dólares ao ano.<br />
T: E quanto ao trabalho, o quanto teria que fazer a mais?<br />
P: Bem, eu seria um supervisor. Eu teria tido mais de cinqüenta homens trabalhando sob minhas ordens.<br />
T: Como você se sentia com relação a responsabilidade a mais? Você sentiu que estava à altura, que podia arcar com ela?<br />
<strong>P</strong>: Puxa! Minha mulher estava grávida de nosso primeiro filho. Ambos precisávamos de dinheiro extra.<br />
<strong>T</strong>: Então, mais ou menos no tempo em que você ia ser pai, você deveria ser promovido. Você ia enfrentar dois papéis desafiadores. Você pai em casa e pai no trabalho. E isto aconteceu quando você começou a entrar em pânico na ponte, e acho que você nunca chegou a ser supervisor.<br />
<strong>P</strong>: Não. Tive que pedir transferência para a cidade.<br />
<strong>T</strong>: Agora pense com cuidado sobre esta questão. Você alguma vez se envolveu em qualquer acidente em uma ponte, ou próximo a uma ponte, ou testemunhou qualquer acidente sério numa ponte ou próximo a ela?<br />
<strong>P</strong>: Não, que eu possa me lembrar.</em><em><br />
T: Se você não tivesse desenvolvido a fobia e se tivesse se tornado supervisor, ganhando 3mil a mais, onde você pensa que estaria hoje?<br />
P: Ainda em Berkley<br />
T: Ainda supervisor? Mais dinheiro?<br />
P: Que inferno! Quem sabe (risos)? Talvez eu fosse vice-presidente. Estou só brincando, mas poderia ter acontecido.</em></p>
<p>Vemos que Lazarus não se limitou ao “problema atual” partindo erroneamente para o tratamento sintomático com o uso da hipnose. Ele foi em busca da contextualização e da função do sintoma: como funcionava e para que servia; que fatores antecederam o aparecimento repentino; quais respostas mal-adaptadas precisavam ser eliminadas e quais precisavam ser adquiridas; o que estava por trás do sintoma, quais os fatores antecessores poderiam levar o paciente a um estado de vulnerabilidade?</p>
<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/diva2.jpg"><img class="size-full wp-image-1616 alignright" title="hipnose" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/diva2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Baseado na pesquisa dessas informações, a terapia foi desviada da fobia a pontes para desvendar uma história na qual o paciente, o mais novo de cinco irmãos, tendia a aceitar a previsão da mãe, de que, diferentemente de seus brilhantes irmãos mais velhos, ele nunca chegaria a nada. Tal crença funcionava como uma profecia que se autocumpria, provocando auto-sabotagem, distorções cognitivas e o aparecimento de sintomas de ansiedade sempre que o paciente se via numa situação de ascensão profissional.</p>
<p>Se Lazarus tivesse utilizado a hipnose para tratar apenas a fobia a pontes, provavelmente, o paciente teria se livrado do medo, mas continuaria sujeito a desenvolver novos sintomas, toda vez que as condições ambientais se repetissem. Mas uma vez tratado o problema central, o paciente percebeu que o medo de pontes sumiu tão rapidamente quanto aparecera. Além disso, ele se tornou imune a novos incidentes, além de adquiriu mais confiança e segurança em si mesmo.</p>
<p>No tratamento meramente sintomático e superficial, os sintomas poderiam sumir rapidamente e dar a falsa impressão, tanto para o terapeuta, como para o paciente, que tudo havia sido magicamente resolvido. Dando ao terapeuta a mesma sensação que Freud havia descrito, em 1886:</p>
<p><strong><em>“&#8230;</em><em>havia algo de positivamente sedutor em trabalhar com o hipnotismo. Pela primeira vez havia um sentimento de haver superado o próprio desamparo, e era altamente lisonjeiro desfrutar da reputação de ser fazedor de milagres.”</em> (Freud, 1886).</strong></p>
<p>Para terapeutas pouco seguros não haveria algo mais gratificante, mas pouco humilde e até perigoso, se fechar em uma redoma e se autoconsiderar um verdadeiro realizador de milagres. Este risco reforça a importância das publicações científicas que aprofundam e promovem o progresso e o aperfeiçoamento das terapias. Algo que deve ser incansavelmente buscado por todos aqueles que optam por trabalhar com a terapêutica psicológica e/ou a promoção da saúde.</p>
<p>A hipnose continua sendo uma grande ferramenta no arsenal de técnicas e de procedimentos psicoterapêuticos, mas seu uso deve ser cuidadosamente pensado dentro de modelo mais amplo e legitimado de terapia. Utilizar a hipnose sozinha, como pau para toda obra, é simplificar e limitar as possibilidades de um tratamento realmente bem sucedido. Baseado nisso, cito a máxima, de Martin Orne:</p>
<p><em><strong>&#8220;If a person is not professionally qualified to treat something without hypnosis, then they’re not qualified to treat something with hypnosis, either.</strong></em></p>
<p><em><strong>“Se a pessoa não está profissionalmente qualificada para tratar alguém sem hipnose, então, ela também não estará qualificada para tratar alguém com hipnose.”</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<address> FREUD, 1886. (Obras Brasileiras Completas Standart Edition). CD-ROM.<br />
LAZARUS. Psicoterapia Personalista: uma visão além dos princípios do condicionamento: Manole, 1971.<br />
NASH, M. R. The Status of Hypnosis as an Empirically Validated Clinical Intervention: a preamble to the special issue. International Journal of clinical and Experimental Hypnosis, v.48, n.2, April, p.107-112. 2000.&nbsp;</p>
</address>
<p style="text-align: right;"><strong>Leon Vasconcelos Lopes, Psy Ms.</strong><br />
Diretor do site Comportamento.Net</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/tratamento-superficial-hipnose/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hipnose como prova judicial?</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-como-prova-judicial/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-como-prova-judicial/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[falsas memorias]]></category>
		<category><![CDATA[hipermnesia]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose forense]]></category>
		<category><![CDATA[memoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1572</guid>
		<description><![CDATA[Se chama &#8220;hipnose forense&#8221; o procedimento que é realizado por um perito médico, ou psicólogo, afim de que uma pessoa possa, por exemplo, lembrar do rosto de assaltantes, ou da placa do carro que os bandidos usaram. No entanto, somente esta informação pode dar a impressão de que a hipnose funciona de modo equivalente a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/investiga.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1573" title="hipnose forense" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/investiga-250x300.png" alt="" width="250" height="300" /></a>Se chama &#8220;hipnose forense&#8221; o procedimento que é realizado por um perito médico, ou psicólogo, afim de que uma pessoa possa, por exemplo, lembrar do rosto de assaltantes, ou da placa do carro que os bandidos usaram. No entanto, somente esta informação pode dar a impressão de que a hipnose funciona de modo equivalente a um &#8220;soro da verdade&#8221;, mas o que acontece é justamente o contrário!</p>
<p>Usar hipnose é antes de tudo usar a imaginação para criar imagens, sons, cheiros, gostos, ou demais sensações, sendo esses fenômenos conhecido como capacidade ideosensorial. É devido a essa capacidade que o hipnotizador de palco faz o hipnotizado comer uma cebola achando que é uma maçã!</p>
<p>O mesmo procedimento pode ser usado para a pessoa sentir um braço mais leve, ou pesado, sentir que as mãos estão coladas, ou deixar o corpo rígido e ser colocada apoiada com os pé e pescoço entre duas cadeiras. Nesses casos, os fenômenos são chamados de ideomotores. Isto é, o uso sa imaginação para sugerir uma resposta motora.</p>
<p>Da mesma forma que a hipnose faz uso das sugestões ideosensoriais e ideomotoras, há também as sugestões que são direcionadas para os processos mentais, ou cognitivos. Neste grupo estão incluídas as lembranças, o raciocínio, e a criatividade. E é aqui que a coisa complica!</p>
<p>Quando um médico usa sugestão ideosensorial para convencer o paciente de que ele não sentirá dor, no momento em que ele fizer a incisão com o bisturi, todos aqueles que não estão hipnotizados podem comprovar que, de fato, o médico fez a cirurgia. A prova factual será o sangue e o ferimento em si.</p>
<p>Mas no caso de que o paciente ser questionado para lembrar o número de uma placa, ou do rosto de um bandido, não há qualquer garantia de que a lembrança seja factual, ou simplesmente uma criação, ou confusão da memória. E é justamente por isso que <strong>os relatos obtidos a partir da hipnose não são considerados provas</strong>, mas, apenas, indícios, ou pistas, que devem ser averiguadas pela polícia.</p>
<p>Se, por exemplo, o número lembrado coincidir com a placa do carro de um suspeito, já envolvido em outros crimes, a polícia buscará investigar o suspeito e assim por diante. Por isso, um rosto, uma placa, ou um dado qualquer derivado de hipnose, não terá qualquer peso, ou privilégio, a mais do que o relato obtido sem a hipnose.</p>
<p>O fato da hipnose favorecer a capacidade criativa e a formação de falsas lembranças fizeram com que a Sociedade de Psicologia Americana sugerisse o uso da &#8220;entrevista cognitiva&#8221; em circunstâncias forenses, pois esta técnica fora criada buscando minimizar os efeitos da sugestão sobre as testemunhas.</p>
<p>E quanto a suposta capacidade de &#8220;hipermnésia&#8221;, ou seja, de que com a hipnose as pessoas seriam capazes de ter uma super memória e lembrar de coisas há muito esquecidas? Pesquisas contestaram o mito da hipermnésia.</p>
<p>Em estudos comparativos não houve diferenças significativas entre as lembranças de pessoas que foram hipnotizadas e questionadas sobre dados de sua infância, comparadaas com pessoas que passaram apenas por uma sessão de relaxamento.</p>
<p>As diferenças só aparecem quando os dados solicitados não podem ser checados por fontes indenpentes. Por exemplo, se uma pessoa é hipnotizada e lhe é perguntado qual a cor da roupa que ela usou no seu aniversário de 12 anos, o hipnotizado pode responder com toda segurança: &#8220;verde&#8221;. Mas uma foto batida no aniversário contradiz o relato e mostra que a cor da roupa era &#8220;branca&#8221;. Se não houver uma fonte externa e independente, não haverá como saber ao certo a resposta para tal pergunta.</p>
<p>Portanto, se a pessoa lembrar durante a hipnose que foi molestada sexualmente durante a infância, seja por um parente, ou por um extraterreste (abdução), mas não houver qualquer evidência externa, não há como distinguir se se trata de uma lembrança de algo factual, ou de algo ficcional. É por isso que as psicoterapias não são usadas para a busca de &#8220;verdades&#8221;, mas para ajudar os pacientes a se compreenderem melhor e aperfeiçoar suas habilidades racionais, emocionais e comportamentais.</p>
<p>Por isso, lembre-se: memória não funciona como a gravação de uma fita de vídeo e a hipnose não funciona como video-cassete!</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leon Vasconcelos, Psy Ms.</strong><br />
psicólogo especialista em hipnoterapia<br />
e modificação do comportamento</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-como-prova-judicial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Filosofia da Mente e a Prática Clínica</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/a-filosofia-da-mente/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/a-filosofia-da-mente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 13:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[clinica regressao]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1341</guid>
		<description><![CDATA[Buscar compreender a estrutura da mente humana e o porquê do comportamento das pessoas é uma idéia que instiga os seres humanos, desde o início da nossa civilização. Uma das primeiras tentativas de compreensão racional do comportamento humano surgiu na Grécia Antiga, centeneas de anos antes de Cristo, e por mais que pareça antiga, muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/da-mente.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1342" title="filosofia da mente" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/da-mente.png" alt="" width="640" height="220" /></a></p>
<p>Buscar compreender a estrutura da mente humana e o porquê do comportamento das pessoas é uma idéia que instiga os seres humanos, desde o início da nossa civilização.</p>
<p>Uma das primeiras tentativas de compreensão racional do comportamento humano surgiu na Grécia Antiga, centeneas de anos antes de Cristo, e por mais que pareça antiga, muitas das idéias iniciais fertilizaram o terreno para as questões que a ciência investigaria dois mil anos depois.</p>
<p>Dentre as concepções filosóficas que moldaram a percepção dos pesquisadores, há duas que podem ilustrar a complexa natureza do conhecimento humano e a busca pela &#8220;verdade&#8221;.  Começaremos com o ponto de vista de Immanuel Kant (1724-1804), pois suas idéias se tornaram um pilar para as concepções intelectuais ocidentais no século XVIII. Kant defendia que o conhecimento é uma invenção de um organismo ativo que interage com o meio ambiente ao seu redor. Essa posição vai conceber uma visão construtivista da realidade, ou seja, a mente humana cria suas representações da realidade como um subproduto das interações com o meio ambiente. Em oposição à Kant, está a proposta de John Locke (1602-1704), o criador do empirismo britânico, que defendia que o conhecimento seria resultado de uma &#8220;impressão&#8221; do mundo externo numa mente humana, as semelhanças da escrita em uma página em branco(1).</p>
<p>Notemos que Locke é mais antigo que Kant, embora seja a filosofia de Locke que vai ter uma influência marcante na origem do conhecimento científico, que nessa época dá seus passos iniciais. Para Locke, as imagens mentais são &#8220;representações&#8221; de algo fora do organismo, enquanto para Kant essas mesmas imagens mentais são, basicamente, criações de uma interação com o ambiente.</p>
<p>Agora sim, podemos fazer nossa ponte para a prática da psicologia clínica. Conhecimentos que buscaram compreender a mente humana a partir da perspectiva de Locke, como a Psicanálise Clássica, foi construída em torno da crença de que a verdade objetiva pode ser descoberta sobre a realidade (O mapa é o Território). A descoberta dessa &#8220;verdade objetiva&#8221; e, portanto, certa, propiciaria a melhora da saúde. Você já deve ter ouvido falar da &#8220;teoria do trauma&#8221;, a proposta que busca fazer regressão para encontrar, no passado, a causa de algum transtorno comportamental do presente.</p>
<p>De encontro a essa perspectiva clássica, adotada desde o surgimento da ciência, e que persiste até hoje em muitas áreas acadêmicas, está a visão construtivista e mais recente, aquela provenientes das idéias de Kant. Na prática clínica, adotar uma postura construtivista significa dizer que uma boa intervenção psicológica gera suas próprias verdades. Ou seja, os terapeutas objetivistas acreditam poder descobrir o que realmente aconteceu no passado, enquanto os terapeutas construtivistas estão mais interessados na &#8220;história&#8221;, como uma chave para a narrativa que está sendo elaborada e que dará aos eventos presentes o seu significado (O mapa não é o território).</p>
<p>Assim, se uma paciente relata um sonho incestuoso e em seguida põe em dúvida a sua veracidade, a ênfase não estaria em descobrir se o incesto ocorreu ou não, mas, preferencialmente, nas verdades inerentes ao sonho, nas condições que ela experimentou na sua vida que poderiam conduzir a tal sonho. Desse modo, a intervenção terapêutica que envolve a recuperação de memórias geraria suas próprias verdades, criações presentes e atuais.</p>
<p>Experiências relativamente simples, evidenciam o papel construtivista da nossa memória. Realize hoje uma autobiografia contanto detalhes marcantes da sua vida, guarde esse material selado em um envelope. Repita o mesmo procedimento, cinto anos mais tarde. Abra então o envelope antigo e compare os dois relatos. Você perceberá que, muito embora alguns fatos possa se repetir nas duas autobiografias, a forma de contar os mesmos eventos terá sido mudada. Alguns eventos terão sido esquecidos e outros lembrados.</p>
<p>Se estamos sempre reelaborando nossas próprias auto-compreensões e memórias, independente de qualquer terapia, então, não há razão para buscar numa verdade objetiva e imutável do passado como justificativa de transtornos presentes. A compreensão do momento atual e de suas interrelações funcionais se torna uma valiosa ferramenta para a modificação do comportamento. É no presente que se encontram as razões do passado e as expectativas e motivações para o futuro. Alguém que diz estar &#8220;preso ao passado&#8221;, não percebe a liberdade do presente e vive conforme a tradição de John Locke, acreditando em uma verdade objetiva e imutável sobre a realidade.</p>
<p>Referências:<br />
(1) &#8211; Kohlenberg, R. (1991) Psicoterapia Analítica Funcional: criando<br />
relações terapeuticas intensas e curativas. Esetec, São Paulo.</p>
<p style="text-align: right;">Leon Vasconcelos Lopes<br />
22 &#8211; Agosto &#8211; 2011</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/a-filosofia-da-mente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saiba o que é Fobia Social</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/ofobia-social/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/ofobia-social/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 22:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1294</guid>
		<description><![CDATA[“Fobia” é o termo médico usado para descrever uma doença psiquiátrica que tem como principal característica o medo intenso e descomunal de objetos, ou de situações, que para a maioria das pessoas não representa ameaça alguma. Nas fobias específicas, o medo é focalizado a um objeto, ou a uma situação específica, tais como: medo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/fobia-social.jpg"><img class="size-full wp-image-1295 aligncenter" title="fobia social" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/fobia-social.jpg" alt="comportamento.net" width="630" height="250" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Fobia” é o termo médico usado para descrever uma doença psiquiátrica que tem como principal característica o medo intenso e descomunal de objetos, ou de situações, que para a maioria das pessoas não representa ameaça alguma. Nas fobias específicas, o medo é focalizado a um objeto, ou a uma situação específica, tais como: medo de trovões, medo de barata, medo de pássaros, medo do escuro, medo de anões, medo de lugares fechados, medo de sangue, entre outras centenas de medos.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente da fobia específica, que se fixa a um objeto particular, a fobia social pode envolver um conjunto de situações sociais. A pessoa com fobia social irá apresentar um padrão de pensamentos, emoções, comportamentos e respostas fisiológicos, associado ao medo de se expor, ou de ser julgado por outras pessoas, o que a faz evitar situações sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">As fobias sociais, freqüentemente, se iniciam na adolescência.  Os casos mais comuns são: o medo de expressar os seus próprios sentimentos; medo de se comunicar com superiores; medo de dizer não a um pedido; medo de se relacionar com o sexo oposto; medo de comer ou falar em público, e, em alguns casos, pode se estender a todas as situações sociais fora do contexto familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento que tem demonstrado maior eficácia na superação da fobia social é a Terapia Cognitiva Comportamental. Ela trabalha sobre os três sistemas básicos de resposta do organismo: o cognitivo (pensamentos, julgamentos, valores); fisiológico (resposta automáticas, ansiedade, hipertensão); e comportamental  (a atitude diante da ameaça, lutar ou fugir).</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho cognitivo da terapia avalia as percepções e auto-julgamentos do paciente, que são distorcidos e se transformam em crenças disfuncionais, alimentando o processo fóbico. São exemplos de auto-julgamentos e crenças disfuncionais, pensamentos do tipo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Sempre fui um fracasso para falar em público.” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Os outros notam o meu nervosismo.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“É vergonhoso parecer ansioso na frente dos outros.” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“As pessoas vão rir de mim.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu sinto que não consigo falar direito as palavras.” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Tenho medo que as pessoas falem mal de mim.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com fobias sociais mantêm padrões excessivamente elevados para a avaliação do seu próprio desempenho. Eles nutrem um modelo tendencioso de avaliação que funciona como um ciclo vicioso e, desse modo, fortalece as crenças disfuncionais (Range, 1995).</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas fisiológicos incluem a ansiedade aguda, quando o paciente se encontra diante de uma situação que não pode ser evitada, e sintomas somáticos, tais como: taquicardia, tremor, espasmos musculares, sudorese, distúrbios gastrintestinais, tontura, mãos geladas, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento desses sintomas é feito mediante o uso de técnicas de relaxamento e de hipnose. Segundo Kaplan*“a  hipnose é usada para amplificar a sugestão do terapeuta de que o objetivo fóbico não é perigoso, e a auto-hipnose pode ser ensinada ao paciente como um método de relaxamento, quando confrontado com o objeto fóbico”.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o enfoque comportamental irá abordar técnicas de enfrentamento e estratégias de ação para superar os impedimentos na vida profissional, sexual e social dos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a terapia comportamental pode utilizar como recurso no tratamento da fobia social, o treinamento em habilidades Sociais – THS e a exposição para realização de dessensibilização das respostas de medo (Range, 1995).</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento das fobias sociais exige muita atenção e habilidade do terapeuta para analisar os diversos processos psicológicos que provocam a resposta de medo. Ao contrário da fobia específica, apenas o enfrentamento, na maioria dos casos, não é suficiente para tratar a fobia social, pois os pacientes podem apresentam debilidade nas suas habilidades de comunicação e na forma como julgam o seu próprio desempenho.</p>
<p style="text-align: justify;">Kaplan (1997) alerta para o risco de não tratamento desses transtornos, pois o sofrimento associado com as fobias pode levar a complicações psiquiátricas adicionais, incluindo outros transtornos de ansiedade, transtornos depressivos e transtornos relacionados a substâncias, especialmente por uso de álcool.</p>
<p><strong>Referências</strong><br />
(1997) Kaplan, H. Compêndio de Psiquiatria: ciências do comportamento e psiquiatria clínica. Ed. 7a. São Paulo, p566.<br />
(1995) Rangé, B.  Psicoterapia Comportamental e Cognitiva de Transtornos Psiquiátricos. Campinas.</p>
<p style="text-align: right;"><em>escrito por:</em><strong><em><br />
Leon Vasconcelos Lopes</em></strong><br />
Psicólogo &#8211; Hipnoterapeuta</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/ofobia-social/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Terapia Cognitiva</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/terapia-cognitiva/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/terapia-cognitiva/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 16:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1251</guid>
		<description><![CDATA[Terapia Cognitiva é uma modalidade de intervenção mental com comprovação científica &#8220;baseada em evidências&#8221;. As técnicas da TC podem variar dependendo do tipo de problema, ou questões a serem abordadas. Alguns dos trabalhos podem incluir: manter um diário de eventos, com pensamentos, sentimentos e comportamentos que acontecem durante esses eventos; testes e desafios de pensamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/terapia-cognitiva.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1261" title="terapia cognitiva" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/terapia-cognitiva.jpg" alt="" width="620" height="240" /></a>Terapia Cognitiva é uma modalidade de intervenção mental com comprovação científica &#8220;baseada em evidências&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">As técnicas da TC podem variar dependendo do tipo de problema, ou questões a serem abordadas. Alguns dos trabalhos podem incluir: manter um diário de eventos, com pensamentos, sentimentos e comportamentos que acontecem durante esses eventos; testes e desafios de pensamento, pressupostos, percepções e crenças que podem ser irrealistas ou irracionais; gradual enfrentamento e confronto de atividades, situações, ou pensamentos que tentam ser evitados, gerando novas respostas; técnicas de hipnoterapia que ajudam a modificação de crenças, pensamentos, sentimentos e comportamentos disfuncionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitiva é geralmente focada em um problema específico e é estruturada de modo específico para cada cliente. Para que a terapia seja mais eficaz, se exige honestidade e abertura entre o terapeuta e o cliente. O terapeuta e o cliente desenvolvem estratégias para o gerenciamento de emoções e cognições problemáticas, orientando o cliente para uma vida mais feliz e saudável.</p>
<p>A TC é baseada em evidências, o que significa que há substancial número de pesquisas clínicas que provam a sua eficácia em ajudar as pessoas a fazer alterações emocionais e comportamentais. Se você alterar a forma como você pensa e percebe as coisas, você pode mudar a forma como você se sente nestas ocasiões, o que por sua vez, provocará uma mudança no comportamento.</p>
<p>Na maioria dos casos, o treinamento rápido em terapia cognitiva consiste em, aproximadamente, 8 sessões de terapia. As sessões são semanais, porém as manutenções podem ser feitas quinzenais, mensais, ou trimestrais.</p>
<p>A TC é o tratamento prescrito para a maioria dos transtornos de ansiedade e de humor.</p>
<p>Em Fortaleza, o treinamento em TC pode ser realizado com o psicoterapeuta, <a title="Dr Leon Lopes" href="http://www.comportamento.net/dr-leon-lopes/" target="_self">Dr Leon Lopes,</a> no Centro Médico da Coluna Vertebral, Torre de Saúde São Mateus. Agendamento de consultas: (85) <strong>3265.8300 / 3265.8301.<br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/b135-22.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1262" title="b135-22" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/b135-22.jpg" alt="" width="283" height="212" /></a></p>
<p>*Guia comparação após um ano de tramento da depressão: Placebo (tratamento falso); Medicamento Antidepressivo; e Terapia Cognitiva. (Azul claro- sem recaída; Azul escuro &#8211; resultados mantidos).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/terapia-cognitiva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hipnose para Concursos: cuidados e indicações</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-para-concursos/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-para-concursos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 13:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1223</guid>
		<description><![CDATA[Está cada vez mais freqüente o número de pessoas que recorrem à hipnose para melhorar o seu desempenho nas provas e concursos. Há dez anos, o público que procurava este serviço era formado, basicamente, por jovens que estudavam para prestar o vestibular e médicos, que iriam fazer a prova de residência. Como a tendência agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-concurso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="hipnose concurso" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-concurso.jpg" alt="" width="620" height="230" /></a></p>
<p>Está cada vez mais freqüente o número de pessoas que recorrem à hipnose para melhorar o seu desempenho nas provas e concursos. Há dez anos, o público que procurava este serviço era formado, basicamente, por jovens que estudavam para prestar o vestibular e médicos, que iriam fazer a prova de residência. Como a tendência agora é estudar para concursos, os clientes estão mais diversificados, embora a necessidade seja a mesma &#8211;  diminuir a ansiedade na hora da prova e melhorar a concentração nos estudos.</p>
<p>Mas antes de investir neste tipo de tratamento, há alguns cuidados importantes que se deve ter. O primeiro, é que a hipnose por si só não é terapia, sendo assim, ela não pode ajudar ninguém a melhorar o desempenho se não fizer parte de um tratamento de intervenção psicológico.</p>
<p>Portanto, o uso da hipnose deve ser encarado como um tratamento e não apenas como uma curiosidade. É importante buscar um profissional formado em psicologia, ou medicina, que trabalha com terapia cognitivo-comportamental e hipnoterapia. Esta indicação é justificada pelo fato de ser a terapia cognitiva, a fornecedora do embasamento científico para a utilização da hipnose. Sem esse embasamento, a hipnose deixa de ser um procedimento clinicamente validado para se tornar um caso de mera tentativa e erro.</p>
<p>Além disso, a hipnose que se utiliza no consultório em nada se parece com a hipnose vista na TV. E isso acontece, justamente, porque ela não é usada por profissionais de saúde para fins terapêuticos, servindo apenas para o entretenimento e a propagação de mitos, como o do suposto poder de controlar a mente, o que de fato não existe.</p>
<p>Se bem administrada por um clínico qualificado, o estudante pode obter resultados em poucas sessões, mas isso não é regra. O especialista deve avaliar se outros fatores não estão interferindo nos estudos e na ansiedade, como as motivações, as cobranças, as técnicas de estudo e, até mesmo, a alimentação, que pode influenciar na concentração, causando sonolência e preguiça.</p>
<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-concursos2.jpg"><img class="size-full wp-image-1225 alignright" title="hipnose concursos2" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-concursos2.jpg" alt="" width="360" height="234" /></a></p>
<p>Muitos estudos científicos* já indicaram que a hipnose pode ajudar a melhorar a concentração, a motivação nos estudos e a diminuir a ansiedade durante as provas. Mas lembre-se também que todos esses estudos foram realizados por profissionais especializados. Por isso, se quer melhorar sua performance nos concursos, procure um especialista que conduza o tratamento com a hipnose e bons estudos!</p>
<p style="text-align: right;">Leon Vasconcelos Lopes<br />
psicólogo/hipnoterapeuta</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">Algumas artigos sobre o uso da hipnose para aperfeiçoar a performance nos estudos:</p>
<p style="text-align: left;">Carrese, M.A. (1998). Managing stress for college success through  self-hypnosis. Journal of Humanistic Education and Development, 36(3),  134-142.</p>
<p style="text-align: left;">De Vos, H.M &amp; Louw, D.A. (2009). Hypnosis-induced mental training  programmes as a strategy to improve the self-concept of students. Higher  Education: The International Journal of Higher Education and  Educational Planning, 57(2), 141-152.</p>
<p style="text-align: left;">Jones, S. G. (2009) Hypnosis Improves Academic Performance and Reduces Test-Anxiety for College Students.</p>
<div>
<p><a href="http://hubpages.com/hub/hypnosis-anxiety" target="_blank">Sapp, M. (1990). Hypnotherapy and test anxiety: Two cognitive-behavioral  constructs. The effects of hypnosis in reducing test anxiety and  improving academic achievement in college students. Report. ERIC ID:  ED328163.</a></p>
<p><a href="http://www.naturalnews.com/026286_college_hypnosis_students.html#ixzz1O7uB496a"><br />
</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-para-concursos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Grã-Bretanha testa hipnose como alternativa a anestesia em partos</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-parto/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-parto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 02:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1165</guid>
		<description><![CDATA[O sistema público de saúde britânico, o NHS, está estudando oferecer cursos de auto-hipnose a mulheres grávidas como uma forma de aumentar o número de partos naturais (sem uso de anestesia) e reduzir custos. O método, conhecido de forma geral como hypnobirthing, tem crescido em popularidade na Grã-Bretanha nos últimos anos, e promete ensinar às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-parto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1169" title="hipnose parto" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-parto.jpg" alt="" width="620" height="220" /></a>O sistema público de saúde britânico, o NHS, está  estudando oferecer cursos de auto-hipnose a mulheres grávidas como uma  forma de aumentar o número de partos naturais (sem uso de anestesia) e  reduzir custos.</p>
<p>O método, conhecido de forma geral como <em>hypnobirthing</em>,  tem crescido em popularidade na Grã-Bretanha nos últimos anos, e  promete ensinar às futuras mães técnicas de respiração e relaxamento  profundo que levariam a um parto sem stress e com pouca ou nenhuma dor.</p>
<p>A moradora de Londres Simone O’Neill, de 37  anos, descreve o parto de seu filho, em outubro de 2010, como “o mais  perfeito que alguém poderia ter”.</p>
<p>Segundo ela, Ludo nasceu com 4,4 kg, em um parto completamente natural e sem os gritos normalmente associados à ocasião.</p>
<p>O&#8217;Neill frequentou um curso completo de 12 horas de <em>hypnobirthing</em> e disse à BBC Brasil que o uso de hipnose fez toda a diferença para  ela, mesmo já tendo passado pela experiência de dar à luz sem nenhuma  anestesia com sua filha mais velha.</p>
<p>“Desta vez, foi muito mais rápido e eu me senti  totalmente segura. Enquanto com a minha filha eu passei mais de duas  horas empurrando, meu filho levou apenas alguns minutos para sair”,  conta ela.</p>
<p>“Você aprende a relaxar, a trabalhar com o seu  corpo. Eu tive meu bebê em casa e as parteiras só olharam, não tiveram  de fazer nada.”</p>
<p>A pesquisa sobre a eficácia da hipnose durante o parto está sendo  realizada por cinco universidades britânicas e vai ter uma duração total  de dois anos.</p>
<p>Mais de 800 mães de primeira viagem vão  participar de duas sessões de 90 minutos de duração perto da 32ª semana  de gravidez, nas quais parteiras especialmente treinadas ensinarão as  técnicas de auto-hipnose, em um estudo patrocinado pelo Instituto  Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR) e conduzido pelo East Lancashire  Hospital Trust.</p>
<p>Elas serão então acompanhadas durante o parto e  comparadas a mulheres que não receberam as aulas para saber se a hipnose  fez com que menos delas optassem pela peridural, uma injeção de  anestésico aplicada na coluna com uma agulha.</p>
<p>As mulheres que fizerem o curso de hipnose  também serão acompanhadas nas duas semanas seguintes ao parto para que  se possa estudar os efeitos do curso de forma mais ampla.</p>
<p>“Há provas de que a auto-hipnose funciona bem em  outras áreas da saúde. O NHS já usa o método em pacientes com dor  crônica, síndrome do intestino irritável e asma por exemplo”, disse Soo  Downe, especialista da Central Lancashire Unicersity, que coordena o  projeto.</p>
<p>“A ideia é dar às mulheres a capacidade de  conduzir seu próprio parto, reduzindo a necessidade de intervenções  externas, que tornam o processo mais perigoso para mãe e bebê.”</p>
<p><strong>‘Medo e ansiedade’</strong></p>
<p>O conceito de se usar hipnose no parto é antigo. No livro do médico Grantly Dick-Read <em>Parto Sem Medo</em>,  de 1933, o pesquisador britânico concluiu que o medo e a tensão são  responsáveis por 95% das dores do parto, que poderiam ser eliminadas com  técnicas de relaxamento profundo.</p>
<p>“Todos nós crescemos com histórias negativas sobre partos, imagens aterrorizantes em filmes, relatos assustadores em livros. O <em>hypnobirthing</em> ajuda as mulheres a se livrarem desses medos que fazem parte da nossa  cultura”, disse à BBC Brasil Katharine Graves, fundadora do  Hypnobirthing Centre, em Londres.</p>
<p>“Acho que seria maravilhoso que todas as  mulheres pudessem ter acesso a isso, portanto o estudo do NHS é  positivo, mas temo que duas sessões de 90 minutos não sejam suficientes  para que elas tenham uma experiência completa.”</p>
<p>Maureen Treadwell, da Birth Trauma Association,  que lida com mulheres traumatizadas pela experiência de dar à luz,  defende que o uso da auto-hipnose não pode substituir a anestesia.</p>
<p>“É importante que os hospitais britânicos tenham  o número necessário de parteiras e médicos e que os recursos estejam  disponíveis para que as mulheres façam suas escolhas”, disse ela.</p>
<p>“Pode ser mais barato no curto prazo não  oferecer anestesia para uma mulher em trabalho de parto, mas pagar o  tratamento psiquiátrico de uma mãe traumatizada pela experiência acaba  saindo muito mais caro no fim.”</p>
<p>Fonte:</p>
<div>
<div>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/110216_hipnoseparto_is.shtml" target="_blank">Iracema Sodré &#8211; Da BBC Brasil em Londres</a></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-parto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hipnose e a Cura de Ferimentos</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-e-a-cura-de-ferimentos/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-e-a-cura-de-ferimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 May 2011 16:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose cura ferimentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=594</guid>
		<description><![CDATA[Segundo a  The Harvard Gazette  o uso da hipnose pode contribuir para elevar a velocidade de cicatrização de feridas de origem cirúrgica.  Ver texto original em inglês. A paciente Marie McBrown foi convidada para testar se a hipnose a poderia ou não a sarar as cicatrizes de uma cirurgia nos seios. Maria e outras dezessete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><img class="aligncenter size-full wp-image-595" title="hipnose feridas" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/first_surgery_2.jpg" alt="hipnose feridas" width="500" height="335" /></span>Segundo a  The Harvard Gazette  o uso da hipnose pode contribuir para elevar a velocidade de cicatrização de feridas de origem cirúrgica.  Ver texto original em inglês.</p>
<p>A paciente Marie McBrown foi convidada para testar se a hipnose a poderia ou não a sarar as cicatrizes de uma cirurgia nos seios. Maria e outras dezessete mulheres se submeteram a uma cirurgia de redução dos seios. &#8220;Esta é uma operação bastante comum nas mulheres com grandes seios, e que provoca dores nas costas e nos ombros, interferindo nas tarefas rotineiras e causando problemas sociais e psicológicos&#8221;.A dor e o processo de cicatrização desta cirurgia são bastante conhecidos.</p>
<p>Uma equipe de pesquisadores chefiados por Carol Ginandes da Harvard Medical School e Patricia Brooks do Union Institute de Cincinnati quiseram determinar se a hipnose poderia ajudar na cicatrizar e recuperação de ferimentos em um menor espaço de tempo.<br />
&#8220;Sabe-se que a hipnose tem sido utilizada na medicina ocidental há mais de 150 anos no tratamento de várias doenças e transtornos, desde a ansiedade até a dor e até para aliviar a náusea causada pela quimioterapia ou ainda para melhorar o desempenho desportivo&#8221;, afirma Ginandes.</p>
<p>Uma lista de aplicações da hipnose fornecida por Carol, inclui o tratamento de fobias, pânico, baixa auto-estima, insônia, disfunções sexuais, estress, tabagismo, colite, verrugas, dores de cabeça, hipertensão, entre outras. &#8220;Em todos estes usos práticos a hipnose pode ajudar uma pessoa a sentir-se melhor,&#8221; continua Carol. &#8220;Também estou interessada no uso da hipnose para ajudar as pessoas a melhorar fisicamente. Isto significa usar a mente para fazer mudanças estruturais no corpo, e para acelerar a cura ao nível da cicatrização.&#8221;</p>
<p>Há quatro anos, Carol Ginandes e Daniel Rosenthal, (professor de radiologia da Harvard Medical School), publicaram um relatório sobre o seu estudo no uso da hipnose para acelerar a regeneração de ossos quebrados. Eles recrutaram doze pessoas com tornozelos quebrados e que não necessitavam de cirurgia, tendo recebido um tratamento normal no Massachusetts General Hospital, de Boston.</p>
<p>Ginandes hipnotizou metade destes voluntários uma vez por semana durante doze semanas, enquanto a outra metade recebia apenas o tratamento normal. A mesma médica aplicou o gesso e outros cuidados, e o mesmo radiologista tirou radiografias regulares para monitorizar o progresso da cura. Um radiologista que avaliou as radiografias não sabendo quais os pacientes que se submeteram à hipnose e os que seguiam um tratamento standard, depois desta avaliação conclui que os pacientes que tiveram hipnoterapia curaram-se mais rapidamente do que aqueles que receberam o tratamento convencional.</p>
<p>Seis semanas após a fractura, os pacientes do grupo da hipnose apresentaram uma cura equivalente a de oito semanas e meia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;"> FONTE: <a href="http://www.harvard.edu/" target="_blank">www.harvard.edu </a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-e-a-cura-de-ferimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hipnoterapia Mente Corpo</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnoterapia-mente-corpo/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnoterapia-mente-corpo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 14:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeutica]]></category>
		<category><![CDATA[Hipnoterapia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/wordpress/?p=61</guid>
		<description><![CDATA[As influências sugestivas e as experiência de transe são consideradas os fatores centrais para a ativação das respostas de auto-cura do organismo, não só comportamentais, mas também, neuroquímicas. Sabe-se que o sistema límbico hipotalâmico do cérebro é o principal conector e modulador da atividade biológica dos sistemas autônomos, endócrino e imunológico em resposta à sugestão mental e às crenças e pensamentos (ROSSI, 2005).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-194" title="hypnosisREX2908_228x344" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hypnosisREX2908_228x344.jpg" alt="hypnosisREX2908_228x344" width="228" height="344" /></p>
<p>Durante muitos anos os antropólogos médicos buscaram compreender porque as terapias místicas religiosas conseguiam obter bons resultados em casos em que a medicina havia falhado. As pesquisas sobre a influência emocional e sugestiva que as religiões exercem em seus cultos, conduziram a novas descobertas no campo da psicobiologia. Essas descobertas foram associadas às técnicas de hipnoterapia, o que levou ao desenvolvimento dos métodos de tratamento das Terapias Mente-Corpo, como a Hipnoterapia Simbólica.</p>
<p>As influências sugestivas e as experiência de transe são consideradas os fatores centrais para a ativação das respostas de autocura do organismo, não só comportamentais, mas também, neuroquímicas. Sabe-se que o sistema límbico hipotalâmico do cérebro é o principal conector e modulador da atividade biológica dos sistemas autônomos, endócrino e imunológico em resposta à sugestão mental e às crenças e pensamentos (ROSSI, 2005).</p>
<p>A terapia mente-corpo não se propõe a analisar e interpretar o comportamento conforme as terapias tradicionais, tampouco usar dogmas e crenças sobrenaturais para explicar a cura, como nas religiões. O objetivo é acessar recursos inconscientes por meio de uma experiência de transe hipnótico para facilitar os processos de transdução da informação entre a cognição e os sistemas orgânicos, mobilizando o organismo para a cura por uma via psicológica-vivencial.</p>
<p>Recentes estudos psicofisiológicos confirmam o impacto do psíquico sobre o físico, evidenciando que mente e corpo fazem parte de um único sistema que se influencia mutuamente (GINANDES; ROSENTHAL, 1999; ROSSI, 2002b, 2005).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-621" title="mente corpo" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/mente-corpo.jpg" alt="mente corpo" width="530" height="479" /></p>
<p><strong>Como Funciona a Terapia Mente Corpo</strong></p>
<p>Descobriu-se que um das principais características para a mobilização e cura do organismo acontecia após a vivência de estados alterados de consciência. Por isso, o primeiro passo para o estabelecimento da terapia mente-corpo é acessar os recursos subconscientes, por meio do desenvolvimento de um estado de transe hipnótico. Esse momento é utilizado para se entrar em contato mais profundo consigo mesmo e estabelecer uma comunicação direta com a parte que produz os sintomas.</p>
<p>Diferente da imagem popular da hipnose que se vê na tv, na terapia mente-corpo as palavras do terapeuta não funcionam como programações, ordens, poder, ou interpretações de conteúdo no sentido tradicional. Elas têm função heurística, que visa criar novas associações mentais e buscar soluções para problemas pessoais, a partir dos próprios recursos inconscientes do paciente, mantendo-o profundamente focado nos seus objetivos.</p>
<p>O terapeuta não tem a preponderância de querer explicar tudo, conforme a conhecida explicação “Freud explica”, que se refere ao ideal do cientista a que para tudo busca uma explicação racional, conforme suas próprias teorias. Mas de permitir que as mudanças aconteçam e surjam naturalmente, muitas vezes, sem qualquer justificativa racional, pois a adaptação faz parte da evolução natural dos seres vivos ao ambiente em que vivem, seja este físico, ou cultural (ROSSI, 2005).</p>
<p>Durante a terapia não há qualquer tipo relação de submissão, ou de domínio por parte do terapeuta, ao contrário, ele tem o papel de facilitador, visando ajudar o paciente a acessar habilidades, lembranças e recursos inconscientes que podem ser utilizados para sua cura e resolução de conflitos.</p>
<p>Como a terapia não se propõe analisar conteúdos, ou dar explicações racionais sobre os comportamentos, a terapia é realizada de forma breve, entre cinco a dez sessões, com aproximadamente cinqüenta minutos de duração cada.</p>
<p><strong>Indicações da Terapia Mente Corpo</strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-405 alignright" title="brain_under_hypnosis" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/brain_under_hypnosis.jpg" alt="brain_under_hypnosis" width="300" height="263" />Não há indicação específica para a terapia, uma vez que tanto doenças físicas quanto mentais podem ser afetadas por via psicológica e emocional.<br />
Por se tratar de uma intervenção breve, ela pode ser bastante útil para pacientes que já estejam realizando psicoterapia. As sessões podem ser feitas no próprio consultório do psicólogo, contribuindo para dar maior aprofundamento e dinamismo à psicoterapia.</p>
<p>O efeito de terapia mente-corpo é sistêmico, mobilizando todo o organismo para a cura. O fato foi evidenciado, recentemente, por pesquisadores da Universidade de Harvard, um dos centros mais avançados em neurociência e cognição do mundo. Essas pesquisas divulgaram que pacientes que sofriam de fraturas ósseas e ferimentos quando tratados com hipnose tiveram redução de até 60% no tempo de cura, quando comparados a outros pacientes que não receberam sugestões hipnóticas de cura (GINANDES; ROSENTHAL, 1999).</p>
<p><strong>Onde Realizar o Tratamento?</strong><br />
As sessões são realizadas em clínicas, ou na residência do paciente. Caso o paciente seja portador de dor crônica, poderá ser atendido na Unidade Clínica da Torre São Mateus, sala 206, as terças e quintas, agendar com Sra. Marta Tavares (85) 3265 8300 e (85) 3265 8301. Para atendimento em clínica, hospitais, ou residência, consultar horários disponíveis. Contatar</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>GINANDES, C. S.; ROSENTHAL, D. I. Using hypnosis to accelerate the healing of bone fractures: a randomized controlled pillot study. Alternative therapies in health medicine, v.5, n.3, p.67-75,1999.</p>
<p>Qakley, D, Deeley, Q &amp; Halligan, P (2007). Hypnotic depth and response to suggestion under standardized conditions and during fMRI scanning. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 55, 32-58.<br />
Rossi, E. (1973b). Psychological Shocks and Creative Moments in Psychotherapy. The American Journal of Clinical Hypnosis, 16, 9-22.</p>
<p>Rossi, E (2002b). The Psychosocial Genomics of Therapeutic Hypnosis and Psychotherapy. Sleep and Hypnosis: An International Journal of Sleep, Dream, and Hypnosis, 4 (1), 26-38.</p>
<p>Rossi, E, &amp; Cheek, D (1988). Mind-Body Therapy: Methods of Ideodynamic Healing in Hypnosis. NY: WW Norton.</p>
<p>Rossi, E (2005). The Memory Trace Reactivation and Reconstruction Theory of Therapeutic Hypnosis: The Creative Replaying of Gene Expression and Brain Plasticity in Stroke Rehabilitation. Hypnos, 32, 5-16.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnoterapia-mente-corpo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hipnose para desvendar crimes</title>
		<link>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-forense/</link>
		<comments>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-forense/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 17:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose forense]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.comportamento.net/?p=1125</guid>
		<description><![CDATA[Imagine uma testemunha ou vítima de crime deitada confortavelmente em um sofá. Um psiquiatra conversa com ela e usa técnicas de hipnose para quebrar barreiras do trauma. Em poucos minutos, ela revela as informações e em outro ponto da sala um retrato falado do criminoso ganha formas. Embora pareça cena de ficção, o método do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-crimes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1128" title="hipnose crimes" src="http://www.comportamento.net/wp-content/uploads/hipnose-crimes.jpg" alt="" width="615" height="250" /></a></p>
<p>Imagine uma testemunha ou vítima de crime deitada confortavelmente em um  sofá. Um psiquiatra conversa com ela e usa técnicas de hipnose para  quebrar barreiras do trauma. Em poucos minutos, ela revela as  informações e em outro ponto da sala um retrato falado do criminoso  ganha formas. Embora pareça cena de ficção, o método do hipnotismo é a  próxima aposta da Polícia Civil de São Paulo na investigação de crimes  graves.</p>
<p>O Departamento de Ho­­micídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) pretende  criar o primeiro setor de hipnose forense do estado, em sua sede, no  centro da capital paulista. O objetivo é extrair informações do  subconsciente das pessoas hipnotizadas, para que relembrem informações  que consideram esquecidas. O mesmo modelo existiu com sucesso, por mais  de dez anos, na Secretaria de Segurança do Paraná (Sesp), mas acabou  suspenso por falta de especialistas.</p>
<p>A proposta surgiu na polícia paulista no fim do ano passado e já  foram feitas duas reuniões com médicos do Instituto de Psiquiatria do  Hospital das Clínicas (HC), para formalizar um convênio. Enquanto isso,  já começaram os planos para mudanças na estrutura física do prédio do  DHPP. Uma sala específica para o setor de arte forense (onde se elaboram  retratos falados) será criada com aspectos de consultório médico:  ambiente com isolamento acústico, sofá confortável e antessala para  parentes de testemunhas.</p>
<p>Esse setor vai ser inicialmente utilizado pela arte forense e é ali  que o DHPP pretende realizar as sessões de hipnose. “A princípio, a  orientação para toda a polícia de São Paulo é aperfeiçoar os retratos  falados, ferramentas importantes nas investigações”, diz o diretor do  DHPP, Marco Antônio Desgualdo. “Mas também vamos trabalhar com técnicas  para despertar o que testemunhas têm na memória, como foi feito no  Paraná. Nego­ciamos um convênio e depois vamos submeter à Delegacia  Geral.”</p>
<p><strong>Detalhes</strong></p>
<p>Com a ansiedade neutralizada – no chamado “estado alterado de  consciência”, ou “transe hipnótico” –, vítimas e testemunhas poderão  relembrar detalhes que ajudem a elucidar os crimes. A vítima vai  lembrar, por exemplo, da roupa que o criminoso usava, ou de marcas em  seu rosto. Também recordará detalhes do local do crime. No Paraná, por  exemplo, uma pessoa hipnotizada lembrou do emblema de uma empresa em um  caminhão e, a partir dali, se chegou ao motorista que testemunhou um  caso de atropelamento. O criminoso foi encontrado.</p>
<p>A técnica é vista com entusiasmo no DHPP. “Tem tudo para dar certo.  Amplia o leque de ferramentas que a polícia tem para elucidar crimes”,  disse a delegada Fabiana Sarmento, coordenadora do setor de Inteligência  do DHPP, que encabeça as negociações do convênio. “Será um setor (o de  hipnose) aberto para toda a polícia, útil para ajudar vítimas de crimes  graves, que chegam bloqueadas e poderão relaxar e passar mais  informações”, explicou Sidney Barbosa, coordenador de arte forense do  DHPP.</p>
<p>A exemplo do Paraná, porém, a hipnose em investigações deve sofrer  críticas em São Paulo. A validade desses depoimentos é questionada. “Ao  depor, a pessoa deve estar livre e consciente, como prevê a lei.  Qualquer depoimento tomado com alguém hipnotizado será visto como prova  ilegal”, disse o advogado criminalista Carlos Kauffmann, conselheiro da  Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP). “A defesa  questionará a autenticidade do inquérito.”</p>
<p>Para minimizar esse tipo de problema, segundo o DHPP, a técnica será  usada apenas em testemunhas e vítimas – os suspeitos não serão  hipnotizados. Pessoas submetidas à hipnose também deverão autorizar por  escrito as sessões.</p>
<div id="extraconteudo">
<h5>Pioneirismo</h5>
<p><strong>Paraná usou a técnica desde os anos 1980 </strong></p>
<p>O Paraná foi pioneiro em usar técnicas de hipnose em investigações  criminais desde os anos 1980. O grande avanço ocorreu em 1999, com a  criação do Laboratório de Hipnose Forense, que ajudou a solucionar mais  de mil casos. Mas ele fechou uma década mais tarde, por falta de  profissionais especializados. A introdução da técnica ocorreu por  iniciativa do então perito Rui Fernando Cruz Sampaio. O fechamento  aconteceu justamente porque ele se aposentou e não havia quem o  substituísse. Durante as sessões, apenas o especialista participava e,  às vezes, um artista forense, para a elaboração do retrato falado.</p>
<p>Não eram produzidos laudos sobre as sessões de hipnose e as  informações nunca eram usadas como provas. Se alguém lembrasse uma  placa, os policiais iam atrás do veículo e obtinham outras informações.</p>
<p>Um caso de sucesso ocorreu em 2002. A polícia encontrou um andarilho  de cerca de 20 anos em Curitiba que não sabia quem era. Hipnotizado, ele  balbuciou o nome das cidades de Esplanada (BA) e Estância (SE). Os  peritos descobriram que ele sumira de casa 14 anos antes e constava como  morto. (AE)</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1105320&amp;tit=Hipnose-para-desvendar-crimes" target="_blank">Gazeta do Povo</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.comportamento.net/saberes/hipnose-forense/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

